quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Infinita sabedoria

Num ano em que se comemoram 460 sobre o seu nascimento, revemos um dos livros de Giordano Bruno, “Acerca do infinito, do universo e dos mundos”. Em cinco diálogos, o autor expõe, no séc. XVI, como o universo está cheio de infinitos mundos invisíveis aos sentidos e pleno de vida.

Texto Dina Cristo

As pessoas estão mortas em vida, pois têm no corpo a cadeia que as acorrenta. Os sentidos atraiçoam: eles não vêem o infinito e enganam nos juízos que fazem, como no caso do movimento da Terra, que nos é insensível. Para além do limite imaginário do céu, existem corpos mundanos, astros, Terras e Sóis ilimitados: «Existem terras infinitas, sóis infinitos, e éter infinito»
[1].
Há, pois, que ver com os olhos da razão e ser douto por ciência e não por fé: julgar correctamente em vez de acreditar. Teólogos e filósofos sabem «que a fé se requer para a educação dos povos rudes, que devem ser governados, e demonstração se requer para os iluminados, que se sabem governar a si próprios e aos outros»
[2].
Plenitude celestial
Omitido por Galileu, é contra Aristóteles, quando este defendeu que fora do céu estava o nada. Se existe o vácuo, argumentou, então deve poder conter mundos, se não existe é porque é o pleno. Para o filósofo dominicano todo o espaço infinito é semelhante a este que vemos. Se este mundo é conveniente, pleno, bom e necessário, os outros também o serão.
No Séc.XVI Giordano Bruno defendeu que o vazio não existe - «A experiência é contrária ao vácuo e não ao pleno»
[3] - há vida em todos os planetas e os outros mundos são povoados como a Terra. O espaço infinito «que se difunde por tudo, penetra em tudo, e é continente, contíguo e contínuo a tudo, não deixando vácuo algum»[4] é o lugar onde tudo se move e desliza. No espaço imenso e amplo não há diferença entre direita e esquerda, em cima e em baixo, adiante e atrás. O infinito não tem centro nem margens. Há um só céu.
(In)finitos mundos
O corpo terrestre não é mais do que um ponto entre mundos inumeráveis. O universo é infinito, mas é finito cada um dos inumeráveis mundos que contém: «Cada um dos infinitos mundos é finito»
[5]. Se Deus é infinito cria mundos infinitamente finitos; se a potência é infinita o acto também o é. Há uma eficiente alma motriz, impulsionadora dos globos, ser necessário e imutável, que compreende o infinito, o número em potência. A causa operadora comporta o efeito.
O Divino, poder e vontade, está inteiramente em todo o mundo e em cada uma das suas partes. O amplíssimo infinito está no indivíduo simplicíssimo e este está nele, pelo modo como o infinito está em tudo e tudo está nele. O todo está em todas as partes e todas as partes estão no todo. O universo, além de conter o mundo, é também o espaço fora dele. O vácuo é aquilo que pode conter qualquer coisa, como os átomos, o princípio infinito e imóvel, é invulnerável e o infinito não pode ser terminado, enquanto os corpos são vulneráveis e dissolúveis.
Esferas invisíveis
O infinito é uma região etérea imensa, onde existem inumeráveis corpos, como a Terra, a Lua, o Sol. Os mundos são as esferas, corpos incontáveis colocados no éter, o ar, espírito que, além de estar à volta dos corpos, penetra neles. No infinito não há qualidade de grave ou leve. Ele não é móvel, nem em potência nem em acto, mas completamente imóvel, inalterável e incorruptível. É a infinita duração, a eternidade.
Para Giordano Bruno, é necessário que existam mais Sóis inumeráveis «sendo muitos deles visíveis sob a espécie de pequenos corpos»
[6]. Não lhe espantaria, pois, que os astros que estão para além de Saturno (e que podem receber tanto calor quanto lhes baste) se são imóveis verdadeiramente como parecem, venham a ser os inumeráveis Sóis em torno dos quais giram as terras próximas que não são perceptíveis por nós. Para os que vivem no Sol não é este que faz o dia, mas outra estrela circundante: «aos que estão nos astros luminosos, ou iluminados, não é sensível a luz do seu astro, mas a dos circundantes»[7].
Na verdade, são infinitas terras – como a Lua, Mercúrio ou Vénus – que giram à volta de incontáveis sóis: «Nem é absurdo que existam ainda outras terras que se movam em torno deste sol (…) Além dos visíveis, podem ainda existir inumeráveis lumes aquosos (isto é, terras em que a água toma parte) que giram em torno do sol»
[8].
Movimento renovador
Embora limitado, há movimento no finito. Todos os astros se movem, nas suas regiões e distâncias no campo etéreo, pelo princípio interno que é a sua alma. Esta essência divina move tudo e dá a todas as coisas a possibilidade de se moverem – ela é a Vida das vidas. Assim, há dois princípios activos do movimento: o finito, que se move no tempo, segundo a razão do sujeito finito, e o infinito, que se move no instante, segundo a razão do sujeito infinito. Neste caso, como acontece com a Terra, partir e chegar são simultâneos, pelo que se mantém estável: o mover-se é, ao mesmo, tempo, não se mover
[9].
Os astros, que são inúmeros bem como os mundos nele contidos e diferentes na matéria, assemelham-se no movimento para o seu espaço. É a gravidade, o impulso das partes que estão longe para o seu próprio local. Cada parte reflua e volta para o grande corpo, o todo. Qualquer dos corpos do universo é transmutável, difundindo parte de si e sempre em si recolhendo. Ao nível atómico, por exemplo, há infinitas transformações, quer de formas quer de lugares, numa renovação em que «(…) continuamente flúem em nós novos átomos e partem de nós os recolhidos de outras vezes»
[10]. Nesta mudança, o crescimento implica um maior influxo, o envelhecimento um maior defluxo (obedecendo à debilitação constante) e o amadurecimento um fluxo equivalente.
Acção centrípeta

Cada astro, como cada alma, tem o seu centro. O todo, como cada parte, tem o seu meio (no caso do Ser Humano é o coração), para o qual tende naturalmente – o extrínseco da circunferência é a parte superior e o intrínseco a inferior: «(…) nem um astro no seu todo, nem parte dele, estariam aptos a moverem-se para o meio dum outro»
[11]. Uma Terra, animal móvel, não se move para outra, próxima ou afastada que esteja. O desejo de conservar-se é o seu principal princípio motor.
Os astros, como o globo terrestre, movem-se no imenso espaço etéreo, em torno do próprio centro e de qualquer outro meio, por princípio intrínseco. Os cometas são espécies de astros que se aproximam e afastam da Terra, por atracção e repulsão. Tudo o que se move espontaneamente tem translação circular, ou em torno do seu meio ou em volta de um alheio. Durante um longo curso de séculos, não há, contudo, parte central que se não torne circunferencial e vice-versa; no decurso de enormes intervalos de idades, os mares transformaram-se em continentes e estes em oceanos. Na verdade, só no infinito ilimitado não existe movimento ou diferença entre o tempo e o lugar.

Corpos luminosos e moderadores

Em cada membro da Terra existem, de forma clara ou latente, pelo menos três dos quatro principais elementos: terra, água, ar e fogo. Tanto o Sol como a Terra são compostos dos mesmos princípios, embora predomine um. Se na sua composição predomina o fogo chama-se Sol, se é a água chama-se Terra.
Para Giordano Bruno, as terras infinitas são móveis e não cintilam enquanto os fogos são fixos e brilham. Há, pois, dois tipos de corpos luminosos: os aquosos ou cristalinos, constituídos por águas iluminadas, e os ígneos, constituídos por chamas luminosas, sendo os seus mundos igualmente habitados.
O universo é ainda constituído por corpos contrários, como o quente e o frio, que, difundidos no campo etéreo, se equilibram; o fogo (quente e seco) e a água (fria e húmida) harmonizam-se por conflito. «O frio e o húmido aniquilar-se-iam com o quente e o seco; ao passo que, dispostos a certa e conveniente distância, um vive e vegeta por influência do outro»
[12].
Todas as partes que a Terra possui não são luminosas por si próprias, mas tem partes de fogo. O Sol, que é por si próprio quente e luminoso, só é arrefecido pelos corpos circundantes, mas tem em si partes de água. «E como neste corpo frigidíssimo (…) existem animais que vivem pelo calor e luz do Sol, assim naquele quentíssimo e luminoso existem aqueles que vegetam pela refrigeração dos corpos frios circundantes»
[13].
Terra d´água
A água não está apenas e principalmente à volta da Terra mas no seu próprio seio. O meio do planeta é mais lugar de água do que de terra. Nós habitamos «(…) no côncavo e escuro da terra, e temos para os animais, que existem sobre a terra, a mesma relação que os peixes têm para nós (…) também nós vivemos num ar mais carregado do que aqueles que estão numa região mais pura e tranquila»
[14].
É a água que une e dá coerência às partes, tal como a substância espiritual dá coerência à material: «em todo o corpo sólido que tem partes coerentes existe água»
[15]. As coisas espessas, além de possuírem maior participação de água, são a água em substância, como é o caso dos metais liquescíveis. A firmeza da terra deve-se também à água que está dentro dela como o sangue (e humores) no Ser Humano.

[1] BRUNO, Giordano – Acerca do infinito, do universo e dos mundos, 4ª edição, Fundação Calouste Gulbenkian, 1998, pág. 63 [2] Idem, pág. 43 [3] Idem, pág.32 [4] Idem, pág. 174 [5] Idem, pág.139 [6] Idem, pág. 92 [7] Idem, pág. 96 [8] Idem, pág. 90 [9] Idem, pág. 47 [10] Idem, pág. 67 [11] Idem, pág.129 [12] Idem, ibidem [13] Idem, pág.96 [14] Idem, pág.106 [15] Idem, pág.111

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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Ciência da Polis IX


Nesta nona parte, reflectimos sobre a força determinante da educação, no sentido da elevação, consciência e responsabilidade.


Texto José Luís Maio fotografia Dina Cristo

Para o desenvolvimento harmonioso da criança, já foi dito e repetido, é necessária a presença da mãe até, pelo menos, aos três anos. Para justificar esta asserção, fazemos a seguinte transcrição, limitada à nossa natureza fisiológica, mais precisamente à bioquímica, para não nos alongarmos demasiado:
“Lembremos que na mulher, curiosamente, alguns dos éteres (designadamente os denominados «de vida») são positivos, «fecundantes» e construtores; são, verdadeiramente, os elementos de liação e coesão dos tijolos celulares químicos. A progesterona, hormona feminina responsável na reprodução, é, em consequência, riquíssima em fósforo – o elemento intrinsecamente representativo do éter. O corpo feminino tem, pois, naturalmente, na sua constituição, maior percentagem de fósforo – sendo esta, aliás, uma das razões por que a mulher apresenta maior índice de longevidade do que o homem. É também um dos factores que está na base da menor incidência de alopecia (vulgo calvície) na mulher; a resistência à desagregação ou desligação dos corpos (quando em momentos de risco) faz-se, pois, mais notória. Os conceitos hodiernos em puericultura e em pediatria não contemplam algumas vitais situações de facto. De harmonia com o anteriormente exposto, não se deveria nunca apartar um nascituro da radiação ou proximidade da sua mãe até à idade de, pelo menos, três anos. A aura feminina é vitalizante e nutriente, por si só. Na natureza, veja-se o exemplo da acção da polaridade feminino-negativa nas galinhas: o facto de estas serem fêmeas provê a «potencialidade» de chocar os ovos. Chocar quer dizer, então, nutrir por via etérica – exogenamente (a osmose subtil, pela «atmosfera áurica» comum). Os ovos chocados naturalmente pelas galinhas são por isso pródigos em fósforo”.(1)
O acima exposto, baseado em provas científicas irrefutáveis, cala em definitivo as vozes da arbitrariedade contra os direitos das crianças e das mães e do despotismo esclavagista empregador de mão-de-obra a qualquer preço, nomeadamente à custa do futuro de qualquer povo que se pretenda saudável e culto.
A esse respeito, continuamos com Platão: “… Eu ainda sustentaria, sob o risco de parecer que gracejo, que as mulheres gestantes, mais do que qualquer outra pessoa, deveriam ser objecto de cuidado durante os seus anos de gravidez no sentido de não se entregarem a prazeres reiterados e intensos em lugar de cultivar durante a totalidade desse período um humor jovial, leve e sereno… Todos devem esquivar-se a uma vida de prazer ou dor sem mescla e trilhar sempre o caminho do meio”.(2)
Quanto às crianças mais velhas, diz-nos ele: “… A formação do carácter da criança de mais de três anos e até aos seis exigirá a prática de jogos…; neste período far-se-á uso do castigo a fim de impedi-la de ser indolente…, dever-se-ia evitar enraivecer as pessoas punidas por meio de castigos degradantes, ou amolecê-las deixando-as impunes; …há jogos que nascem do próprio instinto natural e elas mesmas inventam-nos sempre que estão juntas… Após os seis anos… tanto meninos quanto meninas passarão a receber instrução; os meninos aprenderão equitação, o manejo do arco, o arremesso do dardo e da funda; as meninas, por pouco que se prestem a isso, também deverão participar das lições, especialmente daquelas que se referem ao manejo de armas… Todas essas matérias terão que contar com o zelo dos magistrados masculinos e femininos…, visando que todos os meninos e todas as meninas possam ser sãos de mãos e de pés e possam não ter, de modo algum, as suas naturezas distorcidas pelos seus hábitos. As lições podem, por uma questão de pragmatismo, ser divididas em duas categorias: as da ginástica que educam o corpo e as da música que educam a alma. Há dois tipos de ginástica: a dança e a luta. No que tange à dança há um ramo no qual o estilo da Musa” [que inspira à música, no seu sentido mais vasto] “é imitado, preservando ao mesmo tempo liberdade e nobreza, e outro que visa a saúde do corpo, a sua agilidade e beleza, assegurando para as várias partes e membros do corpo o grau adequado de flexibilidade e extensão e conferindo-lhe, ainda, o movimento rítmico que é pertinente a cada uma das partes e membros e que tanto acompanha quanto é distribuído completamente durante a dança. Entretanto, os exercícios de luta íntegra, tudo o que destaca a maneira pela qual se desimpede o pescoço, as mãos, os flancos quando nos aplicamos a isso, somando ardor e elegância ao objectivo de obter vigor e saúde, tudo isso não deve ser omitido; mas temos que impor a discípulos e mestres… que estes últimos transmitam essas lições gentilmente e que os primeiros as recebam com gratidão. Tampouco se deverá descurar aquelas danças por imitação que se ajustam ao uso dos nossos corais…”.
Pertencendo a obra supra a uma época bastante anterior à nossa, poder-se-á pensar que tais instruções estão ultrapassadas. Porém, e por outro lado, é igualmente verdadeiro que a natureza humana permanece sempre a mesma, independentemente do momento histórico e do local geográfico a que nos reportemos. Podemos sintetizar isto definindo o Ser Humano como “um Eu Divino, uma Centelha da (na) Divindade Universal, um Ser Espiritual que, para realizar certas experiências e desdobrar os modos de expressão da Consciência Divina que tem latente, está envolto em formas materiais”. Complementando: “À medida que o trabalho evolutivo do Ser Humano vai sendo completado, as formas são reabsorvidas no Homem Espiritual que as emanou e ele, por sua vez – tendo manifestado, através de si, a Glória da Luz Divina –, retorna ao Centro Divino do Universo, o Grande Espírito em que todos os Espíritos se contêm e comungam” (3).
Resumindo: visto que, no Ser Humano, o Espírito (que se expressa por meio da Mente Superior auto-consciente, ou Alma Espiritual – Nous em grego) necessita do Corpo (da Matéria, Quaternário Inferior, ou Alma Animal – Psiche em grego) para aprender, por meio das experiências e vivências, a expressar (um ínfimo fragmento de) a Consciência Divina, pois o objectivo da “encarnação”, ou “corporificação”, é atingir a perfeição [“Sede vós, pois, perfeitos, como é perfeito o vosso Pai…” (que é o Atman em sânscrito, ou Vontade Espiritual em nós)”, segundo o Evangelho de Mateus, 5, 48], é imperioso que cultivemos a saúde e vigor físicos ou corporais, para que a mente, ou Alma Humana, seja igualmente um veículo sabiamente construído e conservado, ou seja, dotado de uma inteligência criadora ao serviço do Bem Geral e agente consciente dos valores eternos e universais da sabedoria, paz e reunificação planetárias.
Recorrendo à profunda linguagem presente na Odisseia de Homero, podemos comprovar, de outra fonte, a origem e natureza divina do ser humano. Senão, vejamos: “Telémaco, a tua própria inteligência em parte te instruirá. E o resto, um daimon te suprirá; pois penso que é à vontade dos deuses que deves o teu nascimento e crescimento”. Ora, para os antigos gregos “daimon” tinha, entre outros, o significado de “deus inspirador de obras grandiosas e intuições” e era acessível a uma consciência pura, sábia e altruísta por meio de um profundo estado de meditação ou interiorização, como lhe chamava o velho Sócrates, mestre de Platão. Este “deus” era, de facto, o sexto princípio humano, “buddhi”, “intuição”, ou “amor/sabedoria”, e não alguém fora de nós, o Deus Ex Machina inacessível por toda a eternidade ao ser humano, como a teologia cristã impôs aos seus seguidores e tentou impor ao resto da humanidade, eliminando assim toda a esperança de seguirmos os ditames da nossa própria consciência mais interna – e “próxima do Divino em nós”. Quanto ao “daimon”, o cristianismo degradou-o o bastante para acabar triste e vergonhosamente como o malvado e tentador “demónio ou diabo”.
Ora, se a inteligência humana – que pode ser traduzida por adaptabilidade às situações com que nos deparamos – tiver sido de facto estimulada desde a infância a exercer as suas funções, seremos perfeitamente capazes de adaptar a sabedoria antiga às práticas actuais no domínio da saúde física, através da ginástica, e da saúde da alma, através da música – vocal e instrumental; a dança inclui ambos, o corpo e a alma.
As políticas educativas não sofreram ao longo dos últimos vinte e cinco séculos grandes alterações no que respeita ao essencial, isto é, raras foram as instituições competentes para fazer despertar nos educandos/alunos/discípulos a espontaneidade, o entusiasmo e a motivação em adquirir os conhecimentos existentes em todas as áreas da actividade humana. Pelo contrário, tudo lhes foi imposto, desde as piores técnicas de adestramento e embrutecimento humanos, até à mais sublime sabedoria desvelada pelos maiores portentos de todos os tempos – esta última evidentemente deturpada, interpolada e falsificada.
A seguirem-se as sábias orientações dadas pelos Antigos, reiniciaríamos da melhor maneira o processo de regeneração da educação, pois a evolução e o desenvolvimento de crianças e jovens efectivar-se-iam de modo gradual e harmonioso, sem hiatos, desvios, rupturas e distorções irreparáveis, como sucede actualmente, pelo que iremos terminar a abordagem deste tema com uma simples sugestão, apoiada, primeiro, no ensinamento infra, transposto do trabalho anterior, e, depois, numa comunicação mais dirigida a professores e educadores:
“A máxima pluralidade de informação possível – sobre os mais diversos âmbitos da actividade e do conhecimento humanos e não, apenas, sobre o âmbito restrito de uma profissão, quase sempre aleatória ou superficialmente escolhida – deve ser propiciada a todos; pelo contrário, o mínimo de imposição deve ser praticado. Não tendes o direito de impor uma educação de escravos. Tendes, sim, o dever de assegurar uma educação de liberdade – de liberdade interior, de liberdade de autoconstrução, de liberdade de autodescoberta”(4).

«São quatro as condições essenciais para um ensino adequado:
A busca da Sabedoria
Não se pode ensinar sem primeiro se saber. Na verdade um cego pouca vantagem retirará em ser guiado por outro cego… A busca da Sabedoria processa-se em quatro etapas que se repetem ciclicamente. A última dessas etapas sintetiza as três precedentes antes de um novo ciclo começar. Primeiramente surge o anseio de saber; depois a aquisição de conhecimentos; então a compreensão essencializa e (re)ordena tais conhecimentos; finalmente a síntese, que é Sabedoria, estabiliza-se…
A vontade de ensinar (Amor)
Nenhum verdadeiro sábio é egoísta. Um verdadeiro candidato a sábio também o não deve pois, caso contrário, estará a recusar-se a compreender uma das primeiras leis a reconhecer no seu aprendizado: a lei do Amor. Dar e receber devem, portanto, complementar-se incessantemente. O Amor une as duas metades e um dia elas serão indistinguíveis. A vontade de ensinar pode, por vezes, ter de lutar arduamente. A necessidade (ou o desejo) de descansar, as solicitações da existência quotidiana, a própria vontade de aprender mais poderão disputar prioridades com ela. Realmente impõe-se que haja um justo equilíbrio, que só a intuição pode ditar em cada caso. Contudo a vontade de ensinar, sob o impulso do Amor, tem de estar sempre presente.
Identificação
O ensino deve ser adequado ao aluno. O facto de, frequentemente, este recusar assumir-se como tal evidencia a verdade do que dizemos. A adequação faz-se necessária em várias perspectivas. Há, evidentemente, que ter em conta o grau evolutivo do aprendiz e o seu grau de (re)aquisição de conhecimento e Sabedoria… Com efeito, um ensinamento premente para o grau evolutivo daquele que ensina pode ser completamente inútil e incompreensível para aquele que aprende. Ao invés, um ensinamento muito mais simples (e quase “esquecido” pelo “professor”) pode ser bem mais frutuoso. Devem igualmente ser consideradas as circunstâncias pessoais do aprendiz. Ainda mais importante, porém, é compreenderem-se as características e linhas qualitativas de desenvolvimento e resposta do aluno. Assim a apresentação da Sabedoria pode preferencialmente exibir a força do seu Poder, o Amor que integralmente a percorre, a multiplicidade de dons inerentes, a Beleza que irradia, o rigor da Ciência que é, a possibilidade do Idealismo que desperta ou a Ordem mágica a que convida. Para que o ensino seja adequado é, pois, necessária a identificação essencial de quem ensina com quem aprende. Na luz que então se faz, o perfil do aprendiz surge revelado.
Abstracção activa
Quando tudo foi feito o melhor que pôde ser feito, pouco importam os resultados. Não quer dizer que fujamos ao seu conhecimento: eles são dados com que, talvez, poderemos melhorar a nossa capacidade e eficiência ao ensinar. No entanto – e é isso que pretendíamos significar – devemos abstrair-nos de reacções personalísticas (por exemplo, de euforia, desânimo ou irritação) ao conhecer esses resultados. Para um discípulo sábio, toda a energia disponível é posta na eficiência das acções úteis; não sobra, portanto, para reacções personalísticas. Esta abstracção é, contudo, activa. Não significa falta de diligência mas império da alma. Na verdade, a vontade de êxito a pôr no ensino deve ser ainda maior do que se os resultados interessassem desesperadamente à personalidade: “em Nome de Deus” é o lema de todos os que ensinam…» (5)
Do mesmo modo que os pais conscientes vão com os filhos assistir a jogos, exposições e actividades artísticas, gímnicas, musicais ou outras, dando-lhes assim a oportunidade de optar pelas que sintam uma especial afinidade – e todas as crianças, salvo raríssimas excepções, manifestarão um particular interesse por elas –, urge fundar campus pedagógicos (de carácter global, desde o 1.º ano de escolaridade, e não apenas universitário), dirigidos por pedagogos competentes – e aqui é vital que os professores sejam comprovadamente os mais sábios e experientes, dada a particular dificuldade inerente ao primeiro contacto de uma criança com os mundos extra-familiar e da criatividade comunitária, da ciência e da tecnologia, etc. –, integrados na Natureza (com fauna e flora adequadas) e na comunidade, que ofereçam às crianças, o mais cedo possível, as actividades mais diversificadas, de modo a poderem identificar-se com elas:
“(...) Todo o homem que se pretenda que seja bom em qualquer actividade precisa de dedicar-se à prática dessa actividade em especial desde a infância, utilizando todos os recursos relacionados com a sua actividade, seja no seu entretenimento, seja no trabalho. Por exemplo, o homem que pretende ser bom construtor precisa (quando menino) de se entreter a brincar na construção de casas, bem como aquele que deseje ser agricultor deverá (enquanto menino) brincar a lavrar a terra. Caberá aos educadores dessas crianças supri-las com ferramentas de brinquedo moldadas segundo as reais. Além disso, dever-se-á ministrar a essas crianças instrução básica em todas as matérias necessárias; sendo, por exemplo, ensinado ao aprendiz de carpinteiro sob a forma de brinquedo o manejo da régua e da fita métrica, àquele que será um soldado como montar e demais coisas pertinentes. E assim, por meio dos seus brinquedos e jogos, esforçar-nos-íamos por dirigir os gostos e desejos das crianças no sentido do objecto que constitui o seu objectivo principal relativamente à idade adulta…”.(6) E assim se cumpririam as recomendações “A máxima pluralidade de informação possível deve ser propiciada a todos” e “o mínimo de imposição deve ser praticado”.
Hoje, as escolas são autênticos presídios sem grades, isolados do mundo quotidiano fervilhante de vida e alegria e castradores da poderosa, infinita e amorosa criatividade inteligente inerente a cada ser humano. Com o novo paradigma de escola aqui proposto – e tantas e tantas vezes assinalado pelos eminentes pedagogos-filósofos de todos os tempos –, será uma inevitabilidade a libertação humana em direcção à reunificação e ao altruísmo conscientes e livres. O ser humano só pode ser livre quanto mais cedo aprender a sê-lo e quantas mais vezes passar pela experiência “erro, dor e correcção” [erro – ao desviar-se da direcção para a sua própria unidade ou divindade; dor – na alma ou consciência, como efeito desse erro; e correcção – através do redireccionamento rumo à unidade].

(1) No Templo do Espírito Santo, do Centro Lusitano de Unificação Cultural (CLUC), 1992, pág. 47. (2) O Buda Siddhartha Gautama fazia constantes alusões e exortava os seus discípulos a seguir o caminho do meio. (3) Luzes do Oculto, do CLUC, 1998, pergunta 12. (4) As Novas Escrituras, Vol. IV, A Educação, do CLUC, 1996. (5) "Como devemos ensinar" in Sementes do Jardim de Morya e Pérolas de Luz, do CLUC, pág. 97. (6) Leis, de Platão.

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quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Antropogénese

Nesta segunda parte apresentamos a evolução humana numa perspectiva teosófica. Começamos pelos primeiros contestatários à teoria proposta em "A origem das espécies", faz Terça-Feira 150 anos.

Texto Joaquim Soares desenho Cristina Lourenço

Darwin fez, sem dúvida, um conjunto notável de descobertas que explicam muitos aspectos do processo evolutivo (no plano físico). Isso é indesmentível. E se atentarmos para o facto de que essas mesmas descobertas acabaram por abalar os dogmas da religião oficial do Vaticano, então o nosso reconhecimento é ainda maior. A questão, no entanto, é que, baseado nessa visão parcial dos processos da natureza, Charles Darwin especulou que a vida era conduzida por um acaso cego, caindo no dogma materialista, o que, mais tarde, acabou por ser usado para legitimar ideologias que reforçaram a exploração humana. Estava assim criado o cenário para a negação absoluta da natureza espiritual do homem.
Reconhecemos alguma razão a Fred Hoyle quando disse que era “perseguido pela convicção de que a filosofia niilista que a chamada opinião educada decidiu adoptar depois da publicação de ´A Origem das Espécies` conduziu a Humanidade no rumo de uma auto-destruição automática”[1].
Ao contrário do que muitas vezes se quer fazer crer, a doutrina darwinista encontrou oposição logo nos primeiros anos em que foi tornada pública. Vários foram os autores e cientistas contemporâneos de Darwin que repudiaram muitas das especulações darwinistas, entre os quais vale a pena destacar Alfred Wallace (co-autor da Teoria da Evolução das Espécies) e J. Louis de Quatrefages (renomado naturalista francês). Em algumas das suas obras, Wallace e Quatrefages apresentaram dados que deveriam ter inspirado os seguidores de Darwin a serem bem mais prudentes e humildes.
Foi exactamente a humildade de quem está comprometido, acima de tudo, com a Verdade, que levou Quatrefages, a escrever, por exemplo: “para aqueles que me questionam sobre o problema da nossa origem, eu não hesito em responder em nome da ciência – EU NÃO SEI.” Referindo-se também à falta de prudência e bom-senso, afirmou peremptoriamente: “Infelizmente, por ter esquecido os trabalhos dos seus predecessores, Darwin e os seus seguidores conceberam conclusões erróneas a partir de suas premissas. Eles imaginam que deram explicações quando afinal não deram nenhumas”
[2] Tanto Quatrefages como Wallace apresentaram dados que provavam ser a humanidade muito mais antiga do que pressupunha a teoria darwinista. O próprio Wallace, um espiritualista convicto, acreditava que a chamada “Selecção Natural” era insuficiente para justificar o aparecimento e o desenvolvimento das espécies e do Homem. Ele acreditava que Inteligências superiores guiavam os processos evolutivos, que ele via como necessárias para responder às inúmeras questões para as quais a teoria darwinista não tinha resposta.
Uma corajosa senhora

No entanto, a pessoa que se opôs mais vigorosa, destemida e eloquentemente à teoria darwinista da evolução foi Helena Blavatsky, fundadora do
Movimento Teosófico Moderno[3]. Escreveu ela em 1888: “A Ciência hoje tem uma inegável predilecção por apresentar ao público, como fatos comprovados, hipóteses baseadas em ideais pessoais; por oferecer, em lugar de conhecimentos, meras suposições com o rótulo de ´conclusões científicas`. Os especialistas preferem inventar mil e uma especulações contraditórias a confessar um facto embaraçoso mas evidente por si mesmo (…)”[4]
Sobre a “Selecção Natural”, afirma Blavatsky, sem rodeios, em “
A Doutrina Secreta”: "No que tange à Selecção Natural em si, noções as mais erróneas têm curso entre os pensadores actuais, que aceitam tacitamente as conclusões do darwinismo. Por exemplo, é um mero artifício de retórica atribuir à Selecção Natural o poder de originar espécies. A Selecção Natural não é uma entidade; é só uma expressão cómoda para indicar como se dá a sobrevivência do mais apto e a eliminação dos inaptos na luta pela existência. Todo o grupo de organismos tende a multiplicar-se além dos meios de subsistência; a luta constante pela vida – a ´luta pata obter o bastante que comer, e para escapar de ser comido`, adicionada às condições ambientes – necessita de uma perpétua eliminação dos inaptos. Os seleccionados de cada grupo, que assim permanecem, propagam a espécie e transmitem suas características orgânicas aos descendentes. Todas as variações úteis se perpetuam desse modo, e uma progressiva melhora se realiza. Mas a Selecção natural – a ´Selecção como poder`, na humilde opinião da autora – realmente não passa de um mito; especialmente quando a ela se recorre para explicar a Origem das Espécies. É tão-somente um termo representativo, que exprime a maneira pela qual as ´variações úteis` se esteriotipam quando produzidas. (…) O Darwinismo só descobre a evolução no seu ponto médio, isto é, quando a evolução astral cede o campo ao funcionamento das forças conhecidas pelos nossos sentidos actuais."[5]
Uma terceira hipótese

Existe uma profunda divergência entre a teoria darwinista e o ensino da
Teosofia ou Sabedoria Esotérica (que nada está relacionada com crenças infundadas e esoterismos a vulso, tão infelizmente na moda). A Antropogénese Ocultista está em consonância com as tradições religiosas universais dos povos (porque, em verdade, está na sua base) mas em flagrante oposição ao ensino religioso literalista e sectário, e vai muito mais além do paradigma darwinista da Evolução.
Na sua monumental obra “A Doutrina Secreta”, Blavatsky apresenta a Antropogénese dos Ensinamentos Secretos do Oriente. Para além disso, num trabalho notável de investigação e de fundamentação rigorosa dos princípios enunciados, oferece-nos um enorme volume de provas de todo o tipo, entre elas várias evidências geológicas que estão de acordo com os ensinamentos ocultos sobre a origem do Homem.
Por isso, permanecem mais do que actuais estas suas palavras: “A antropologia de Darwin é o incubo do étnologo, filha robusta do materialismo moderno, que se desenvolveu e adquiriu cada vez mais vigor à medida que a inépcia da lenda teológica da "criação" se fazia mais e mais aparente. E medrou graças à estranha ilusão de que, como diz um reputado homem da ciência, ´Todas as hipóteses e teorias acerca da origem do homem podem reduzir-se a duas (a explicação evolucionista e a versão exotérica da Bíblia) … Nenhuma outra hipótese é admissível…! `"
[6] Contrariando essa ideia, Blavatsky afirma peremptoriamente: a “antropologia dos Livros Ocultos é, no entanto, a melhor resposta que se pode dar a afirmativa tão pouco razoável."[7]
O Conhecimento Sagrado

O conhecimento presente nos referidos livros ocultos do Oriente, contêm uma exposição dos princípios da Eterna Sabedoria, ou Teosofia, que "foi a religião universalmente difundida no mundo antigo e pré-histórico"
[8] e que, “refulgindo em fragmentos dispersos em todas as religiões e filosofias”[9], se encontra(va) velada em linguagem simbólica em milhares de escritos. Parte desses ensinamentos eram outrora comunicados na instituição dos Mistérios, sob forma alegórica. Conforme nos informa Blavatsky, a “fase que se inicia com Buddha e Pitágoras, e finda com os Neoplatónicos e os Gnósticos, é o único foco, que a história nos depara, aonde pela última vez convergem os cintilantes raios de luz emanados de idades remotíssimas e não obscurecidas pelo fanatismo."[10] Podemos perguntar, entretanto, porque foi feito agora um esforço por tornar público uma parte desse Conhecimento Sagrado? Várias são as razões. Uma delas prende-se, directamente, com as especificidades do actual momento civilizacional. O diagnóstico foi feito por Helena Blavatsky com grande clareza: "O mundo converteu-se hoje em uma vasta arena, em um verdadeiro vale de discórdia e de luta sem fim, em uma necrópole onde são sepultadas as mais elevadas e santas aspirações de nossa alma espiritual."[11]
A evolução humana atingiu o ponto médio do percurso evolutivo, o ponto de maior afastamento da origem (do pólo espiritual), a altura em que o movimento evolutivo deve necessariamente inflectir a trajectória de descida em direcção aos níveis mais densos de matéria/consciência e começar a percorrer o arco ascendente. E esta é exactamente a altura mais crítica.
O crescente fanatismo e o surgimento do materialismo fizeram mergulhar a humanidade num período em que o eco da Alma já quase não se faz ouvir, correndo o risco de "romper" a ligação com a nossa natureza interior e real. Tudo isto se reflectiu numa selvática "luta pela sobrevivência", num esquecimento do sofrimento do nosso semelhante, numa competição desenfreada por bens materiais, poder e posição social, à custa da miséria de milhões e milhões de seres humanos e da destruição da natureza.

O labor científico de gerações de Sábios

Nunca como hoje foi tão importante o resgate da Sabedoria Antiga. Deve-se contudo frisar que o conhecimento sagrado não é uma invenção, é sim, fruto do labor científico dos grandes sábios da humanidade. Esta Ciência Espiritual está subjacente nas formulações e nas doutrinas genuínas originais de todos os grandes Instrutores da Humanidade e fundadores das religiões (Krishna, Orfeu, Buda, Hermes, Cristo, Platão, Pitágoras, etc.). Por detrás dos mitos e símbolos apresentados nas diversas Antropogéneses religiosas, está presente um conhecimento mais rigoroso do que aquele que nos é apresentado pela doutrina darwinista.
Esclarece-nos Helena Blavatsky: “A Doutrina Secreta é a Sabedoria acumulada dos séculos, e a sua cosmogonia, por si só, é o mais prodigioso e acabado dos sistemas (…) Mas tal é o poder misterioso do simbolismo oculto que os factos, que ocuparam a atenção de gerações inumeráveis de videntes e profetas iniciados, para os coordenar, classificar e explicar, durante as assombrosas séries de progresso evolutivo (…) A visão cintilante daqueles Iniciados foi até ao próprio âmago da matéria, descobriu e perscrutou a alma das coisas, ali onde um observador comum e profano, por mais arguto que fosse, não teria percebido senão a tessitura externa da forma. (…) tal sistema não é fruto da imaginação ou da fantasia de um ou mais indivíduos isolados; constitui-se dos anais ininterruptos de milhares de gerações de videntes
[12], cujas experiências cuidadosas têm ocorrido para verificar e comprovar as tradições, transmitidas oralmente de uma a outra raça primitiva, acerca dos ensinamentos de Seres superiores e excelsos que velaram sobre a infância da Humanidade.
Durante muitos séculos, os ´Homens Sábios` da Quinta-Raça
[13], pertencentes ao grupo de sobreviventes que escapou ao último cataclismo e das convulsões dos continentes, passaram a vida aprendendo, e não ensinando. Como o faziam? Examinando, submetendo a provas e verificando, em cada um dos departamentos da Natureza, as tradições antigas, por meio das visões independentes dos grandes Adeptos, isto é, dos homens que desenvolveram e aperfeiçoaram, no mais alto grau possível, seus veículos físico, mental, psíquico e espiritual. O que um Adepto via só era aceito depois de confrontado e comprovado com as visões de outros Adeptos, obtidas em condições tais que lhes conferissem uma evidência independente – e por séculos de experiências.”[14]
A este propósito, vale a pena trazer aqui também algumas palavras escritas por um dos estudantes mais próximos de Blavatsky,
William Judge: [A Teosofia] não é uma crença, ou um dogma formulado ou inventado pelo homem, mas é o conhecimento das leis que governam a evolução dos factores físicos, astrais, psíquicos e intelectuais na natureza e no ser humano. A religião de hoje é apenas uma série de dogmas fabricados pelo homem, sem nenhuma fundamentação científica para a ética que divulga; enquanto nossa ciência ainda ignora o invisível e não admite a existência de um conjunto completo de faculdades perceptivas internas no homem, ficando apartada do campo de experiência imenso e real que existe dentro do mundo visível e tangível. Mas a Teosofia sabe que o todo é constituído do visível e do invisível, e ao perceber que as coisas e objectos externos são transitórios, compreende os fatos da natureza, tanto interna quanto externa. Ela é, portanto, completa em si mesma e não vê mistério insolúvel em lugar algum; ela risca a palavra ´coincidência` de seu vocabulário e saúda o reinado da lei em tudo e em todas as circunstâncias”.[15]
A ciência materialista, ao desconsiderar outros planos de Ser, de Substância e de Vida, limita-se a investigar o pequeno campo externo de actividade das Forças e
Inteligências internas e espirituais. A Teosofia ou Sabedoria Esotérica abrange todos os níveis, visíveis e invisíveis da realidade, e demostra que a matéria física é apenas o nível mais denso, a “casca externa”, de outros níveis mais internos da substância universal homogénea, progressivamente mais subtis – astral, mental e espiritual.
A Sabedoria Esotérica,
partindo da Causa Incausada, ensina que tudo tem a sua origem no espírito e que a evolução se processa do interior para o exterior, do subtil para o denso, e não ao contrário conforme afirma o darwinismo.
É preciso esclarecer que não se trata aqui de invocar a figura de um Deus Antropomórfico das religiões exotéricas, que nada mais é do que uma criação da mente humana. A
Filosofia Esotérica fundamenta-se na LEI UNIVERSAL , e não em nenhum deus.
Alguns princípios da Ciência Esotérica

Deixamos, em seguida, um breve apanhado de alguns ensinamentos essenciais da Ciência Esotérica.
Antes de tudo, a Doutrina Secreta estabelece
três proposições fundamentais: (a) “Um PRINCÍPIO Onipresente, Eterno, Ilimitado e Imutável, sobre o qual toda especulação é impossível, porque ele transcende o poder da concepção humana e só poderia ser distorcido por qualquer expressão ou comparação humanas. Está além dos limites e do alcance do pensamento – nas palavras do Mandukya, é “impensável e indescritível”; (…) (b) A Eternidade do Universo in toto [na sua totalidade] como um plano ilimitado; sendo periodicamente “cenário de inúmeros Universos que se manifestam e desaparecem incessantemente`”; (…) (c) A identidade fundamental de todas as Almas com a Alma-Superior Universal, sendo esta última, em si mesma, um aspecto da Raiz Desconhecida ; e a peregrinação obrigatória de cada Alma — uma centelha da Alma-Superior Universal — através do Ciclo da Encarnação (ou “da Necessidade”), de acordo com a lei Cíclica e Cármica, durante todo o período.”[16]
É também importante perceber que: "A primeira lição ensinada na Filosofia Esotérica é que a Causa incognoscível não leva adiante a evolução, nem consciente nem inconscientemente, limitando-se a exibir periodicamente diferentes aspectos de Si mesma para a percepção das mentes finitas. Ora, a Mente colectiva – a Mente Universal – composta de inumeráveis e variadas Legiões de Poderes Criadores, por mais infinita que seja no Tempo manifestado, é, ainda assim, finita quando em contraste com o Espaço não-nascido e inalterável no seu aspecto essencial supremo. Aquilo que é finito não pode ser perfeito."
[17]
O
Universo emanou a partir do seu arquétipo, ou plano ideal, mantido através da Eterna Duração em Parabrahman.
Nada existe de não-vivo no Universo
[18]. Toda a matéria é viva e consciente, variando apenas o grau dessa mesma consciência.
O Universo é constituído por Sete Planos de Manifestação, sete níveis da Substância Universal primordial, do mais subtil ou espiritual, ao mais denso ou material.
Da mesma forma, o
Homem reproduz em si o Cosmos e tem, por isso, também uma constituição septenária, ou Sete Princípios de Consciência, que em linguagem teosófica têm a seguinte designação: Sthûla Sharîra (Corpo Físico), Prâna (Princípio Vital), Linga-Sharîra (modelo ou corpo padrão), Kâma (sede das emoções, desejos e paixões), Manas (mente, inteligência), Buddhi (Inteligência Espiritual, Intuição), Atman (Espírito, o verdadeiro Eu).
No que se refere à evolução da humanidade, ensina também a Sabedoria Esotérica: “(a) a evolução simultânea de sete grupos humanos em sete diferentes partes do nosso globo; (b) o nascimento do astral, antes do corpo físico: sendo o primeiro um modelo para o último; e (c) que o homem, nesta Ronda, procedeu a todos os mamíferos – incluindo os antropóides – do reino animal.”
[19]
Decorre daqui que a Doutrina Secreta ensina a origem poligenética da humanidade, contrariando a teoria monogenética da Ciência, bem como, a ideia de que a humanidade descende de um par humano (Adão e Eva) conforme pretende o Cristianismo exotérico. Convém, no entanto, ter em consideração que uma interpretação esotérica do simbolismo presente no livro do Génesis permite perceber que o Adão ai mencionado não se refere a um homem mas a uma raça.
A
Humanidade vai progredindo através sete patamares evolutivos, chamados de Raças-Raízes. Assim como cada indivíduo passa necessariamente por diferentes fases de crescimento e desenvolvimento (infância, pré-adolescência, adolescência, fase adulta, velhice), assim as mónadas humanas vão percorrendo cada um dos diferentes conjuntos de características que se designam por Raça-Raíz (com a suas sete sub-raças). Um imenso número de personalidades, manifestações externas da mesma mónada, vai desfilando sucessivamente ao longo de idades incontáveis percorrendo as sucessivas Raças-Raízes e suas respectivas sub-raças. As diferenças externas nada mais significam do que “roupagens” diferentes que permitem aprendizagens distintas. Todas são necessárias de forma a proporcionarem a maior amplitude e adequação ao tipo de experiências necessárias ao desenvolvimento e exteriorização das potencialidades internas. Como alguém escreveu: “A onda de vida que habita o reino humano deve evoluir através de sete raças-raízes no ciclo actual. Cada raça-raiz inclui povos de características físicas bastante diferentes e nenhum é melhor do que outro. Igualmente, nenhuma raça-raiz é melhor ou pior que outra. Todas compartilham a mesma essência universal. As mónadas ou almas imortais são todas de um carácter sagrado do ponto de vista esotérico, independentemente do seu grau de evolução ser maior ou menor.
O Homem é o paradigma de todos os outros Reinos que o precedem (Animal, Vegetal, Mineral e Elemental). Isto tem como consequência que a cada Raça-Raiz implica não apenas um novo tipo humano mas também novas formas animais, vegetais, novas Eras Geológicas e novas massas terrestres.
Como já aqui foi referido, a evolução processa-se do interior para o exterior, de dentro para fora. Cada Reino começa nos Planos superiores até que, depois de um longo período evolutivo, acaba por atingir o Plano físico denso. Daí se compreende, tal como ensina a Doutrina Secreta, as duas primeiras Raças foram Raças Astrais (não tendo portanto manifestação no Plano Físico). Por isso também não haver nessa altura reencarnação, pois não existia qualquer corpo físico denso. Essas raças tinham como veículo mais inferior de manifestação o Corpo Astral. A isso se refere o simbolismo de “Adão e Eva” no paraíso, onde não “não conheciam a morte”. Tudo isto aconteceu ao longo de uma evolução de muitos milhões de anos.
Isto significa que a Humanidade está na Terra em corpos não-densos desde a “Era Primária”, isto é, antes das quatro Eras Geológicas enumeradas pela Ciência e com corpo físico-denso desde o Período Cretáceo da Era Secundária,
há cerca de 18 milhões de anos.
Faz parte da Tradição Universal dos Povos o conhecimento de que o Homem viveu entre os grandes monstros (dinossauros e outros seres tidos como fantasia), há milhões de anos atrás – durante o Cretácico e o Jurássico. Aliás, as próprias mitologias dos diferentes povos falam também de homens gigantes, capazes de lutar e viver entre esses seres já extintos.
A Ciência Espiritual permanece oculta sobre camadas de símbolos e adulterações efectuadas por mãos comprometidas. Um exemplo disso é a frase inicial do Génesis. Em vez de “No princípio Deus criou os céus e a terra”, o que estava escrito na língua original, o Hebraico, era “Os Elohins deram forma aos céus e ao mundo”, isto é os deuses deram forma, a partir da substância pré-existente, aos diversos globos da cadeia planetária e ao mundo físico.
Está assim no original do Génesis, ao contrário da ideia de um Deus criador, o profundo ensinamento de que os deuses, ou Legiões de Seres, a Colectividade de Inteligências, sob a acção da Lei Universal, despertam do Pralaya e passam a ser as Forças que constroem o(s) Universo(s) e coordenam, impulsionam e dirigem a evolução universal.
Voltando agora mais directamente a algumas das pretensões do darwinismo, a Doutrina Secreta afirma que a “causa que determina as variações fisiológicas das espécies – causa a que estão subordinados todas as outras leis, que são de carácter secundário – é uma inteligência subconsciente que penetra a matéria e que, em último termo, é um
REFLEXO da Sabedoria Divina e Dhyân-Chohânica."[20] Isto quer dizer que a evolução não é fruto de um acaso, mas é coordenada e dirigida por um agregado de Inteligências que, no seu conjunto, constituem a Inteligência da Natureza, a Mente Universal.
Um ramo bastardo da Linhagem Humana

O homem não descende do macaco ou de um qualquer antepassado comum. O antepassado comum do homem e do macaco é o próprio homem.
Ao contrário da teoria darwinista, a Ciência Esotérica afirma que é o macaco que descende do homem, sendo um ramo bastardo da linhagem humana, resultante do cruzamento entre os humanos sem auto-consciência da
3.ª Raça-Raiz (Lemúriana) e certos animais (na Doutrina Secreta este episódio é referido como “o pecado dos sem-mente”). Por outro lado, os grandes antropóides, gorilas, orangotangos, chimpanzés, etc., resultaram do cruzamento de seres humanos de sub-raças da 4.ª Raça-Raiz (Atlante) e os animais descendentes dos cruzamentos referidos anteriormente. É por isso que a ciência encontra uma grande similaridade genética entre o homem e grandes antropóides, o que não acontece com os outros símios.
Uma hipótese para explicar uma descoberta recente

É aqui, por hipótese, que poderemos enquadrar a
descoberta recentemente anunciada de um “hominídeo” que viveu há cerca de 4,5 milhões de anos.
A forma como esta informação é transmitida para o público deve ser olhada com bastante cautela. Apesar de se reconhecer agora uma maior antiguidade da linhagem dos hominídeos, não deixa de ser verdade que os cientistas continuam a insistir que descobriram mais um elo do antepassado do homem, isto é, persistem apegados à interpretação darwinista. Por isso, um dos investigadores faz notar: “Dois séculos depois do nascimento de Charles Darwin, podemos verificar que ele estava certo. Em ciência é preciso termos evidências e não especular.”
[21] Perguntamos: em que medida esta descoberta demonstra que Darwin estava certo? De facto, só se quisermos negar as evidências e, parafraseando Blavatsky, preferirmos “inventar mil e uma especulações contraditórias a confessar um facto embaraçoso mas evidente por si mesmo”.
A verdade é que não se descobriu um registo fóssil de um humano com 4,5 milhões de anos, mas antes de um “hominídeos” com 4,5 milhões de anos, o que é diferente.
O facto de os investigadores referirem que os restos fósseis parecem indicar que este hominídeo tem “características mais parecidas com os humanos do que com os chimpanzés”, podem levar-nos a considerar, como hipótese, que estejamos perante um exemplar mais antigo de um descendente dos cruzamentos entre humanos e símios referidos há pouco no texto.
Isto porquê? Porque, há medida que recuamos no tempo, mais esses antropóides guardam uma maior semelhança hereditária e fisionómica (esqueleto, dentição, etc.) com os seus (meios) progenitores humanos do que os seus descendentes actuais (os macacos e chimpanzés, que mostram a influência de longo de milhões de anos de afastamento dos seus ancestrais). Desta forma, não temos porque não concordar com o investigador citado há pouco, quando termina dizendo: “Valeu a pena esperar para sabermos mais sobre o hominídeo mais próximo do nosso ancestral comum com o chimpanzé até hoje.”
Nós também achamos que valeu a pena, fazendo notar que esse ancestral comum é o próprio homem!

Conciliando Religião e Ciência

Serão a religião, filosofia e ciência conciliáveis? Como afirmou um bom amigo nosso: “Já o foram no passado. Grandes pensadores da Grécia antiga, como Pitágoras e Platão, eram simultaneamente filósofos, cientistas e eminentes estudiosos do sagrado. Na altura não havia qualquer dicotomia, a busca de sophia - do conhecimento integral - estava sempre presente. O drama é que se perderam as chaves e os códigos interpretativos que estão na base da ciência e das formulações teogónicas e mitológicas do mundo antigo. E perderam-se devido ao fanatismo religioso, que no século IV e seguintes, desencadeou a mais terrível perseguição e destruição contra todo o património da sabedoria, da ciência e até da arte da antiguidade, consideradas demoníacas. Foram perseguidos e aniquilados pensadores genuínos, pilhados e queimados centenas de milhares de livros que reuniam o esforço de gerações sucessivas de investigadores... Em que patamar poderia estar hoje a humanidade se ao longo dos tempos não tivesse havido tanta intolerância e fanatismo? Certamente, estaríamos bem melhor."[22]
Só através da Sabedoria Esotérica será possível conciliar a Religião e a Ciência – tornando a Ciência Religiosa e a Religião Científica – libertando assim da Humanidade de um Deus antropomórfico, do Acaso e da luta desumana pela sobrevivência.

[1] “O Universo Inteligente” (3.ª Ed.), Fred Hoyle, Editorial Presença, Lisboa, 1993, p.8 [2] “The Human Species”, A. De Quatrefages, Kessinger Publishing (fac-simile da edição de 1893), p.128. A edição original em francês desta obra é amplamente citada por HPB em “A Doutrina Secreta”. [3] Cfr. “Helena Blavatsky – A Vida e a Influência Extraordinária da Fundadora do Movimento Teosófico Moderno”, Sylvia Craston, Editora Teosófica, Brasília, 1997. [4] “A Doutrina Secreta”, H.P.Blavatsky, Pensamento, São Paulo, Vol.III, p.335. [5] Na obra citada anteriormente, Vol. IV, p.218-219 [6] Na obra citada anteriormente. [7] Na obra citada anteriormente. [8] Na obra citada anteriormente, Vol.I, p.57. [9] Cfr. “Alexandria e o Conhecimento Sagrado”, José Manuel Anacleto, CLUC, Lisboa, 2008. [10] “A Doutrina Secreta”, H.P.Blavatsky, Pensamento, São Paulo, Vol.I, p. 67 [11] Na obra citada anteriormente. [12] Para não haver confusão relativamente ao que hoje se entende por vidente, esta palavra deve ser aqui entendida aqui como aquele que pelo intenso esforço, renúncia, disciplina, treinamento oculto, sujeição ao Eu Superior e serviço à grande Causa, desenvolveu os seus poderes internos latentes no mais elevado grau. [13] Em Teosofia o termo raça nada tem haver com o geralmente adoptado. Resumidamente, significa uma fase no processo evolutivo da Humanidade, de um conjunto específico de características ou qualidades espirituais, mentais e físicas. [14] “A Doutrina Secreta”, H.P.Blavatsky, Pensamento, São Paulo, Vol.I, p.304. [15] Retirado de http://www.filosofiaesoterica.com/ler.php?id=256 [16] Cfr “As Três Proposições Fundamentais”. [17] A Doutrina Secreta, H.P.Blavatsky, Pensamento, São Paulo, Vol.IV, p.54. [18] Cabe aqui citar uma ideia bastante acertada de uma das mais reconhecidas biólogas, Elisabet Sahtouris "... A crença fundamental da ciência ocidental é que este é um universo não-vivo. Ninguém nunca provou isso. Eu não acho que alguém poderia prová-lo. É uma suposição. Se eu disser que quero construir uma ciência baseada na hipótese de este é um universo vivo, os cientistas vão dizer – prove-o. Acontece que eles não têm que provar o seu pressuposto fundamental que este é universo não-vivo. A ciência ocidental desenvolveu a única cultura na história, eu acho, que desenvolveu o conceito de não-vida". [19] Obra citada anteriormente, Vol.III, p.15. [20] Obra citada anteriormente, Vol. IV, p.218-219 [21] Ver www.noticias.terra.com/ciencias/noticias [22] Trecho de entrevista a José Manuel Anacleto "Notícias Magazine", nº683 (suplemento do Diário de Notícias/Jornal de Notícias), 26-06-2005, págs.26-32.

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terça-feira, 11 de setembro de 2007

Citações

Com o Outono, passaremos a publicar os pensamentos já editadas. Como afirma José Trindade Santos, "Só o homem pode, pela reflexão e pela crítica, actualizar em si mesmo toda a memória e informação que os textos encerram.


Selecção e fotografia Dina Cristo

«A indecisão só é superada quando harmonizar a mente com o coração» Luís Resina



«Se a vida vencer, não haverá vencidos» Dieter Duhm

«O que chamamos princípio é muitas vezes o fim e acabar é começar. O fim é o ponto de partida» T. S. Elliot


«(…) a sabedoria insondável, pela qual existimos, não é menos digna de veneração quanto ao que nos recusou do que quanto ao que nos deixou compartilhar» Immanuel Kant


«Que é preciso para o ver? Querer» Séneca


«A árvore mais grandiosa nasceu de uma semente» Vera Faria Leal


«Pequenos passos constroem grandes caminhadas» Maria Coriel


«Conhecer significa assumir responsabilidade» Graziella Marraccini


«A vida é árdua, mas compensadora, difícil mas nobre» Francisco Coelho


«O trabalho é amor tornado visível» Kahlil Gibran

«O que liberta não é o reactivo, é o proactivo» Humberto Álvares da Costa

«República, Monarquia são coisas secundárias. Portugal é tudo» Teixeira de Pascoaes

«A Matéria existe, o Espírito vive» Teixeira de Pascoaes

«A realidade primária está dentro, acessória está fora» Eckhart Tolle

«A mentira cresce com os desejos» Humberto Álvares da Costa


«Há pessoas que vêem o mundo como ele é e perguntam "porquê?" e há pessoas que vêem o mundo como ele poderia ser e perguntam "porque não?"» Neale Donald Walsch

«Todo o excesso é um problema» Carlos Cardoso Aveline

«O mais feliz dos felizes é aquele que faz os outros felizes» Alexandre Dumas

«A alma é grande e a vida pequena» António Aleixo

«Atrair é viver; ser atraído é morrer» Teixeira de Pascoaes

«A tragédia da vida não é a morte, mas sim que nos deixemos morrer interiormente enquanto vivemos» Norman Cousins

«O essencial é invisível para os olhos» Saint Exuspèry

«Só quem ouve é que sabe
Só quem sabe é que intui
Só quem intui é que sente
Só quem sente é que vive» Alexandra Solnado

«(...) Deus é, por definição, Infinito, Absoluto e Ilimitado, pelo que nada pode existir fora d`Ele» José Manuel Anacleto

«Toda a acção física não é mais do que a manifestação dum pensamento invisível que a precede» Max Heindel

«Quem acumula riquezas estimula o roubo» Lao Tsé

«Partilhar é destituir poder» Elton Rodrigues Malta
«Faz-te louco, para seres sábio. Humilde, para seres forte. Obediente, para seres livre» José Manuel Anacleto
«Uma chama acende outra chama sem perder coisa alguma da sua própria luz» Carlos Cardoso Aveline
«Procurai e encontrareis» S. Tomé
«Aquilo que o homem semear, isso ele colherá» S. Paulo Lista

«Procura no coração a raiz do mal e arranca-o» Mabel Collins

«A Revolução das Revoluções está na transmutação do homem» Maurillo Nunes de Azevedo

«Se te ris do teu igual porque não tem vida amena, sujeitas-te ao mesmo mal e a sofrer da mesma pena!» A.S. Marcelino

«Quando se dobra o Cabo das Tormentas inicia-se o Cabo da Boa Esperança» José Manuel Anacleto

«Quanto mais o desgosto arrasar o teu ser, mais alegria podes ter» Kalhil Gibran

«Horas antes de nascer o Sol, já é dia» Maria José

«Sereis mais fortes sem armas» Lao Tsé

«Só sei verdadeiramente o que disse depois de ouvir a resposta ao que disser» Robert Wieder

«O bom, o verdadeiro e o belo estão a caminho» Alice Bailey

«Ser pedra é fácil. O difícil é ser vidro» Provérbio chinês

«Os sacerdotes da nova era não dirão aos seus fiéis “orai” mas sim “agi”» C. Jinarajadasa

«(…) No fundo somos todos
Românticos,
Vergonhosamente românticos (…)», Álvaro de Campos

«(…) que vós, os que sois capazes, tenhais compaixão de nós, em vez de irritação» Platão



«Só há verdadeira liberdade onde há ordem» José Manuel Anacleto




«Há que pensar naturalmente» Sepp Holzer




«Guardai preciosamente aquilo que tiverdes recebido» Omraam Aivanhov




«Tudo o que vibra muda e tudo o que muda envolve» António Luís dos Santos




«Não é por as coisas serem difíceis que não devemos ousar. É por não ousarmos que elas se tornam difíceis” Séneca




«Quem impede a revolução pacífica torna inevitável a revolução violenta» John F. Kennedy




«O mais importante da vida não é a situação em que estamos, mas a direcção para a qual nos movemos» Oliver Wendell Holmes




«A ciência não descobre, cria» Boaventura de Sousa Santos




«É possível, se realmente quisermos, transformar desertos em paraísos» Nelson Avelar




«A liberdade começa onde acaba a ignorância» Victor Hugo




«O maior bem que se pode fazer aos outros homens, não é comunicar-lhes a nossa própria riqueza, mas descobrir a deles» Pierre Descaves




«O aplaudo das multidões é prolongado e pronto na razão inversa do valor» Pietro Ubaldi




«Pelos frutos se conhece a árvore» José Manuel Anacleto




«Há palavras que nos beijam como se tivessem boca» Alexandre O`Neill




«A percepção das pequenas coisas é discernimento» Lao Tsé




«Quanto mais distante se vai, menos se sabe» Lao Tsé




«A Terra é um corpo vivo e sensível» Max Heindel




«Terás alegria ou terás poder, disse Deus, não terás um e outro» Ralph Waldo Emerson




«O progresso Humano conduz gradualmente à paz universal e perpétua» Immanuel Kant




«Quem deixa de estar dentro do seu tempo deixa de ter condições para condicionar a evolução dos acontecimentos» Expresso (editorial 22/05/1999)




«O homem que lê sabe mais e compreende melhor. Leia» Fernando Curado Ribeiro




«Todas as transformações duráveis se exercem por dentro e não por fora» Humberto Álvares da Costa


«O coração vê antes dos olhos» Provérbio árabe

«A obrigação do Homem é voar alto, mas sem nunca perder a linha de terra» Agostinho da Silva

«Confio mais no meu julgamento do que nos meus olhos» Diderot

«Conforme usamos o momento presente movimentamos o futuro» William Q. Judge

«Nada se perde de tudo o que fazemos» Francisco Marques Rodrigues

«O amor é uma comunicação de almas» Maria Flávia de Monsaraz

«Como a vela, ilumina os outros e queima-te a ti próprio» Provérbio árab

«Caridade é não falar mal do próximo nem bem de si mesmo» Constâncio C. Vigil

«Não há nada mais prático do que uma boa teoria» Carlos Magno

«Mais forte do que a morte é o amor»  José Hermano Saraiva

«A rigidez conduz à morte, a flexibilidade à vida» Lao Tsé

«O primeiro sinal de uma sociedade primitiva é pensar que é avançada» Neale Donald Walsch

«A comunicação tende a transformar-se na arte de se isolar para se compreender a si próprio» Jean Cazeneuve

«Se a motivação dos governos é a paz porque é que alimentam os conflitos fornecendo-lhes armas?» Pierre Sané

«A vida começa no limite da nossa zona de conforto» Neale Donald Walsch

«A compreensão só nasce quando (...) nos transformamos na coisa observada» Murillo Azevedo

«A salvação consiste em imitar Jesus» Tomás de Kempis

«Os mitos vivem através de nós e em nós» Jean Shinoda Bolen


«Ser é ser jornalisticamente percepcionado» Francisco Rui Cádima


«Sê uma dádiva para todos» Neale Donald Walsch

«O que move a actividade humana, individual e colectiva, é o sentimento. O Homem procede não como pensa, mas como sente» Spencer

«Não desesperes no meio das mais sombrias aflições da tua vida e pensa que até as nuvens mais negras deixam cair uma água branca e límpida» Provérbio persa



«Mede dez vezes, mas corta só uma» Provérbio russo


«Há que distinguir a verdade do advogado da verdade do juiz» António Ferreira Gomes 

«Ninguém pode ser feliz sem pagar o preço da libertação dos próprios medos» Maria Flávia Monsaraz



«Quase tudo é tóxico desde que a dose seja elevada demais» Patrick Holford


«Quanto mais o coração se enche, mais as palavras se esvaziam» Provérbio chinês

  
«Quem bebe a crédito embebeda-se a dobrar» Provérbio turco

«Se todos "empurrarmos", a "bola" mexe» Margarida Pinto Correia

«A esperança mantém vivo o pobre; o medo mata o rico» Provérbio escandinavo


«Uma visão parcial é sempre uma visão falseada» Baptista Bastos

«A cada lágrima responde um sorriso» Provérbio turco

«Sem o pão do espírito (...) não poderá obter-se eficientemente o pão da boca» Editorial ENR 14/11/1968

«A paciência é a maior manifestação do amor» Omraam Mikhael Aivanhov


«Façamos do nosso alimento o nosso medicamento e do nosso medicamento o nosso alimento» Hipócrates

«Tudo o que seja digno de ser lido é digno de ser lido lentamente» Cecília Howard

«O silêncio tem uma voz» Jorge Guimarães

"…Aqui ao leme sou mais do que eu
Sou um Povo que quer o mar que é teu" Fernando Pessoa

«A vida é aquilo que acontece enquanto fazemos planos para o futuro» John Lennon

«Se muitas pequenas pessoas em muitos pequenos lugares fizerem muitas pequenas coisas podem mudar a face do mundo» Provérbio índio

«O conformismo é estagnação» Instituto Pedagógico de Síntesis

«O sábio vê além das aparências» Mica

«O essencial é o começo» Omraam Mikhael Aivanhov


«Deixem ver o Portugal que não deixam ver! Deixem que se veja, que esse é que é Portugal!» Álvaro de Campos

«O nosso carácter e o nosso destino são uma e a mesma coisa» Francisco Marques Rodrigues

«Tudo o que nasce, cedo ou tarde, terá de morrer» Jean Fabre

«A radiodifusão de cada país é a imagem do temperamento e das principais preocupações nacionais» Fernando Curado Ribeiro

«Amar é melhor do que ser amado» Carlos Cardoso Aveline

«Um ser livre é aquele que pode querer aquilo que ele próprio considera correcto» Rudolf Steiner

«Há pessoas que se guiam por objectivos e há outras que se regem por valores» Manuel Tainha

«A melhor estratégia em marketing é a de sermos nós próprios» António Guterres

«Só é vencido quem desiste de lutar» Mário Soares

«Não há nada de grandioso que não tenha dificuldades» Platão

«Todas as coisas, mesmo os contrários, se resolvem na unidade» Jean Fabre

«Come pão, bebe água, viverás sem mágoa» Ditado popular

«O que semearmos, colheremos» S. Paulo

«Nossas palavras são inúteis, a menos que venham do coração» Madre Teresa de Calcutá

«Ninguém nos salva a não ser nós mesmos» Aforismo do Budismo Theravada

«Não existem problemas que não tenham solução» Louise Hay

«Descobrir factos fora de nós é instrução; realizar valores dentro de nós é educação» Huberto Rohden

«Se te alimentas e te lavas deves também nutrir o teu espírito e limpar a tua mente» Luís Pedreros

«Não te prendas à posse; sê tu próprio» Bhagavad Gita

«Nada é completamente novo» Guthrie

«O jornalismo é uma profissão de entusiasmo. Entusiasmo por uma ideia, por uma figura, por uma paisagem» "Rádio & Televisão"

«Que vantagem se obterá com os olhos abertos se o espírito estiver cego?» Provérbio turco

«Há sempre um preço a pagar, qualquer que seja a opção» Jean Shinoda Bolen

«A nova economia é a da ecologia planetária» Dieter Duhm

«A humildade é a grande arma para conquistar o mundo» Lao Tsé

«Todo o progresso pressupõe fazer frente a velhas regras que já não são aplicáveis» Wayne W. Dyer

«O simples pode, afinal, gerar o complexo» Liliana Ferreira

«Quem nasceu primeiro: foi Deus ou foi o mundo?» Victor Hugo Cristo

«Nada realmente valioso se obtém sem esforço» Max Heindel

«A mentira cresce com os desejos» Humberto Álvares da Costa

«A televisão é usada para esquecer os problemas que deveriam ser enfrentados» Robert Kubery

«Os problemas sociais têm causas psíquicas» Humberto Álvares da Costa

«Convençamos a borboleta da infinita excelência da liberdade do céu sobre o acanhado abrigo do casulo!...» Tagore

«Por muito longa que a noite seja, de certeza que o dia há-de chegar» Provérbio africano

«Mais vale sofrer o mal do que cometê-lo» Sócrates

«Come para viver, não vivas para comer» Ditado popular

«Nenhuma opinião poderá estar acima da opinião da nossa própria consciência» Helena Petrovna Blavatsky

«A perfeição, para que o seja verdadeiramente, deve nascer da imperfeição» Helena Petrovna Blavatsky

«A lei deve ter autoridade sobre os homens e não os homens sobre a lei» Provérbio grego

«O grande conquistador não deseja a guerra» Provérbio chinês

«Toda a erva dá a sua flor» Balbina de Jesus Temóteo

«Nós somos o que repetidamente fazemos» Anabela Leandro

"Vox imago hominis est"

«Toda a viagem é um regresso ao ponto de partida» António Ramos Rosa

«Somos naturalmente seres espirituais» Anabela Leandro

«Os homens são do tamanho dos valores que defendem» Ferreira Fernandes

«Não nos falta valor para empreender certas coisas porque são difíceis; elas só são difíceis porque nos falta valor para empreendê-las» Séneca

«Ser amável é ser invencível» Provérbio chinês«

Todos os males, com excepção da morte, são um bem» Provérbio árabe

«A lama pode ocultar um rubi, mas não o mancha» Provérbio chinês

«Esteja onde estiver, esteja plenamente» Eckhart Tolle

«Do espinho surge uma rosa e da rosa surge um novo espinho» Provérbio grego

«A vida só se afirma por meio da acção conjunta» Emory Bogardus

«A nação é o caminho entre o indivíduo e a humanidade» Fernando Pessoa

«O mundo é um moinho: umas vezes mói grãos e outras moi-nos a nós» Provérbio turco

«Tudo vale a pena Se a alma não é pequena» Fernando Pessoa

«Escolham homens pelas suas virtudes e nunca pelas suas ideologias» Humberto Álvares da Costa

«Quanto mais informação houver para processar menos se saberá» Marshall McLuhan

«Na produção se reconhece o artífice» La Fontaine

«O melhor discurso é feito de acções» Carlos Cardoso Aveline

«Entre os maiores governantes é o melhor aquele que consegue primeiro governar a si mesmo» Apolónio de Tiana

«Não se pode ser livre sem os outros nem estar com os outros sem se ser livre» Maria Flávia de Monsaraz

«A virtude é o conhecimento» Sócrates

"Os nossos destinos serão o que foram os nossos actos" Francisco Marques Rodrigues

"Procurar o porquê das coisas que acontecem leva-nos a descobrir as coisas que acontecerão" Stendhal

«Levantar dúvidas é mais importante do que dar a resposta “correcta”» Diana Andringa"

«As viagens são a parte frívola da vida das pessoas sérias e a parte séria da vida das pessoas frívolas» Provérbio russo

«(…) o verdadeiro chefe não nasceu para velar pela sua conveniência, mas pela dos seus súbditos» Platão

«Feliz o pobre sem amargura ou o rico sem orgulho» Jorge Luís Borges

«Os frutos de uma árvores caem em baixo dela» Provérbio indiano

"(...) as coisas belas são difíceis" Platão

"A pior das verdades é melhor do que a mais agradável das mentiras" Edna Macedo

"Nunca poderemos ter a certeza de que a opinião que estamos a tentar abafar é uma opinião errada" Wayne W. Dyer

"As grandes somas são formadas por muitas parcelas pequenas" Alice Bailey

"Seja o que for que possais fazer ou que sonheis poder fazer, não deixeis de o iniciar. A ousadia contém génio, poder e magia" Goethe

"Onde estiver o princípio lá estará o fim" Evangelho de Tomé

"O avarento perde mais do que aquilo que gasta o generoso" Provérbio turco

"Tudo é duplo e tem em si o seu oposto" Maria Manuel Bernabé

"O búfalo amarrado não gosta do búfalo que pasta" Provérbio Malaio

"As formigas unidas podem vencer o leão" Provérbio persa

"O insucesso está escondido em cada êxito e o sucesso em cada fracasso" Eckhart Tolle

"Quanto mais palavras intraduzíveis tiver uma língua, mais carácter demonstra o Povo que a fala" Teixeira de Pascoaes

"Sem silêncio não podem estar presentes o Amor e a Verdade" José Flórido

"O mal de alguns é o mal de todos" Isabel Nunes Governo

"O essencial não é procurar novas terras, é olhar para aquelas onde vivemos com outros olhos" Marcel Proust

"A força da verdade está em que ela dura" Ditado egípcio

"O que procuramos lá fora, está cá dentro" Nitech Trivedi

"O progresso humano conduz gadualmente à paz universal e perpétua" Kant

"A árvore da vida é a sabedoria" Provérbio árabe

"O bom, o verdadeiro e o belo estão a caminho" Alice Bailey

"Tudo o que não se d(iss)er perde-se" Maria Emília Pires

"A sinceridade é moeda de fortes e justos" Revista “Antena” 15/06/1966

"O Outro, afinal, somos Nós" Adalberto Alves

"O povo é o que há de mais nobre no mundo" Provérbio chinês

"O desconhecido é incomensuravelmente mais vasto que o conhecido" Fernando Nene

"Não foi o homem que evoluiu dos macacos (…) os antropóides é que são uma degeneração do homem" Max Heindel

"Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outras coisas em que o teu irmão tropece, ou se escandalize, ou se enfraqueça" S. Paulo

"A radiodifusão de cada país é a imagem do temperamento e das principais preocupações nacionais" Fernando Curado Ribeiro

"Tudo o que vale a pena fazer é o que fazemos pelos outros" Cristina Caras Lindas

"Mais mata a gula do que a espada" Ditado Popular

"Todo o governo, como governo, não tem por finalidade velar pelo bem de mais ninguém, senão do súbdito" Platão

"Sem referências de qualidade não há evolução" Flávia Monsaraz

"Prefiro ser pobre e ser livre do que ser rico e escravo" Sékou Touré

"Uma candeia não ilumina uma floresta, mas pode incendiá-la" Homeopatas Sem Fronteiras - Portugal

"A salvação está aqui e agora" Eckhart Tolle

"O prazer [pode ser] a partilha da utopia" António Manuel Monteiro

"Nada existe na acção que não esteja primeiro no pensamento" W. James

"O génio é sem excepção um talento ou aptidão trazido de uma vida anterior" Fernando Pessoa

"Cada doença contém uma lição" Louise L. Hay

"Um homem não consegue ser livre se não conseguir ver para onde vai" A. J.Liebling

"Entre os homens, há os que fazem de um corvo um rouxinol e os que fazem de um rouxinol um corvo" Provérbio turco

"A esperança mantém vivo o pobre; o medo mata o rico" Provérbio escandinavo

"Uns falam com voz firme daquilo que não possuem a menor noção. Outros falam com voz insegura daquilo que, de facto, estão profundamente convencidos" Vertov

"Um caminho fácil é um não caminho"José Manuel Anacleto

"Oh natureza, a única bíblia verdadeira és tu" Guerra Junqueiro

"Por trás de cada ganho há outro desafio" Madre Teresa de Calcutá

"O que semearmos, colheremos" S. Paulo

"Ser-se português é ser-se tudo" Fernando Pessoa

"A Cultura e a Informação têm de se apoiar numa base metafísica e teológica" José Flórido

"Ou seremos os médicos e enfermeiros da Europa ou não seremos nada" Agostinho da Silva

"Para a nossa avareza, o muito é pouco; para a nossa necessidade, o pouco é muito" Séneca

"Se queres tornar-te rico escreve para os pobres" Ramiro Valadão

"Nós temos, nas nossas mãos, o terrível poder de recusar" Miguel Torga

"O modo como se escreve influencia o modo como se pensa" Umberto Eco

"O jornalismo é uma profissão de entusiasmo" R&T 27/04/1963

"As trevas não podem sobreviver na presença da luz" Eckhart Tolle

"Nenhuma opinião poderá estar acima da opinião da nossa própria consciência" Helena P. Blavatsky

"Guardar é perecer" Kahlil Gibran

"Para sair de um sofrimento tem de se sofrer inteiramente" Miguel Esteves Cardoso

"Não foi o homem que evoluiu dos macacos" Max Heindel

"Nós somos todos filhos desta mãe doente que é a sociedade" António Ramos Rosa

"Quem não vive para servir não serve para viver" Borda D´Água 2009

"A minha pátria é o mundo… e a minha religião é fazer o bem" Thomas Paine

"Os mitos vivem através de nós e em nós" Jean Shinoda Bolen

"É a posição das velas e não a força do vento que determina o rumo a seguir" Ella Wheeler Wilcox

"Não se pode pensar numa intervenção global na sociedade sem se servir do cinema" Daniel Cohn-Bendit

"O sábio fala das ideias; o inteligente, dos factos; o vulgar fala do que come" Provérbio chinês

"O fim é como o princípio" Alice Bailey

"Por muito escura que se apresente a noite, não é mais que o anteceder de um Novo Dia" António Macedo

"Não haveria felicidade se a desgraça não ajudasse" Provérbio russo

"Só sei verdadeiramente o que disse depois de ouvir a resposta ao que disser" Robert Wieder

"O riso é a luz do sol da alma" Wayne W. Dyer

"As palavras ressoam mais longe do que as espingardas" Provérbio Malaio

""Na vida só há uma coisa certa: a morte" Max Heindel

"Liberta-te. Perdoa!" David W. Schell

"Só há Comunicação quando nos ligamos à Ordem Cósmica" Dina Cristo

"Tudo o que ocorre é bom" Apolónio de Tiana

"Sede como a árvore que a cada Inverno fica reduzida ao essencial" Dina Cristo

"Nenhuma conquista é definitiva. Nenhuma etapa é a última" Editorial “Expresso” 30/12/2000

"Vitam impendere Vero"

"Não é a guerra como não é a demagogia que resolverão seja o que for" Álvaro Cunhal

"A beleza equilibra-se entre o real e o irreal" Vergílio Ferreira

"Que vantagem se obterá com os olhos abertos se o espírito estiver cego?" Provérbio turco

"Todo aquele que possui coisas de que não precisa é um ladrão" Gandhi

"O sábio não diz o que sabe e o néscio não sabe o que diz” Provérbio turco

"O homem é superior à mulher, o marido à esposa, porque o Céu é superior à Terra" Tchoang Tseu

"A vida já é demasiado curta para a gastar com a velocidade" Edward Abbey

"O ser humano é aquilo que come" Paracelso

"Na maior parte das vezes, as pessoas pensam uma coisa, dizem uma segunda coisa e fazem uma terceira” Neale D. Walsch

"A vida é muito melhor quando sabemos abrandar" Nicola Barnes

“A Música é, depois do Silêncio, a melhor forma de expressar o inexpressável” Aldous Huxley

"Não há informação sem manipulação" Alain Woodrow

"A chave do desenvolvimento é a combinação entre o conhecimento e a confiança" Viriato Soromenho Marques

"Cada doença contém uma lição" Louise L. Hay

"Com cada uma das nossas acções (...) mudamos a ordem do mundo" Isabel Nunes Governo

"Nada diminui substancialmente, mas tudo, deslizando pelo espaço infinito, muda de aparência" Giordano Bruno

"A vida mede-se em lições aprendidas e em tarefas realizadas, não em anos" Brian Weiss

"Uma imagem falsificada torna real um acontecimento imaginário" Alain Woodrow

"Só conhecendo o sofrimento é que se pode falar de felicidade" Henrique Pinto

"(….) tudo é melhor e maior que nós o pensamos" Álvaro de Campos

"Hic et Nunc"

"Pequenas oportunidades são muitas vezes o começo de grandes empreendimentos" Demóstenes

"É preciso colocar a cultura e a informação ao serviço de um saber de ordem superior", José Flórido

"O Homem verdadeiramente forte é o que sabe lidar (bem) com a sua fraqueza" Ditado chinês

"A verdadeira obra-prima é durar" Matternich

"Vive para hoje, não para amanhã" Provérbio africano

"A condição humana (...) está na livre decisão" Bertalanffy

“Como, sem a dor, haveríamos de conhecer a alegria?” Fernando Nene

"Não há mal de que se não possa sair, nem bem em que se não incorra" Giordano Bruno

"O que sai da boca pouco interessa; mas o que sai do coração puro é de grande valor" Francisco Marques Rodrigues

"O que se leva com ligeireza sobre a consciência sente-se pesadamente sobre as costas" Provérbio escandinavo

"Res, non verba"

"Ser íntimo de alguém é saber partilhar os silêncios" Cláudia Souto

"O progresso é a realização da utopia" Oscar Wilde

"Caridade é dizer em dez palavras o que outros diriam em cem" Constâncio C. Vigil

"Toda a viagem é um regresso ao ponto de partida" António Ramos Rosa

"Sereis mais fortes sem armas" Lao Tsé

“Deixá-lo ser impossível, mas faça-o” Dostoievsky

"São os seres humanos que têm de criar justiça, o que não é fácil visto a verdade ameaçar muitas vezes o poder" Procurador público em J.F.K.

"Este mundo em que vivemos
É um mundo de ilusão;
Só se respeita quem tem
Ouro, riqueza ou brasão"
Cancioneiro popular
«A terra é mãe generosa, que nos deu à luz, nos alimenta e qualquer dia retomará» Giordano Bruno

«Sê como o moinho: torna macio o que recebeste duro» Provérbio Persa

«A pior das verdades é melhor que a mais agradável das mentiras» Edna Macedo

«O cinema, quando empregado conscientemente, deve ser o reflexo fiel de um povo e do meio a que pertence» Cavalcanti

“Devo tomar qualquer coisa ou suicidar-me? Não: vou existir” Álvaro de Campos

“O homem discute, a Natureza actua” Voltaire

"Quem ama vive, quem não ama sobrevive" Flávia Monsaraz

“As mulheres dão a vida, os homens tiram-na” Maria Antónia Fiadeiro

"Quando o poder do amor se sobrepuser ao amor ao poder o mundo conhecerá Paz" Jimi Hendrix

«Os limites só se começam a conhecer quando são ultrapassados” Miguel Esteves Cardoso

"Mais forte que a morte é o amor"José Hermano Saraiva

"Cada um é responsável pela sua pessoa" Herman Hesse

“A Arte é a apreensão e a expressão do Belo” Franco Morais

"O Universo é também Pluriverso" Humberto Álvares da Costa

“O riso constitui a comunicação máxima” Ignacio Ramonet

“Quanta gente ficaria muda se se proibisse dizer bem de si próprio e mal dos outros” Provérbio Turco

"A via para o amor universal e o benefício mútuo é considerar os países dos outros como o nosso próprio país" Mozi

"É mais fácil destruir do que compreender" Félix Rodriguez de la Fuente

"Só quando se é ninguém é que se é, efectivamente, tudo" José Flórido

"A manipulação é apresentar valores justos modificados para fins injustos" Humberto Álvares da Costa

"Um homem não consegue ser livre se não conseguir ver para onde vai" A.J.Liebling

"Aqueles que esquecem a história estão destinados a repeti-la" George Santayana

"É a indiferença que perpetua a crueldade" Pedro Calheiros

"Deste mundo, apenas levamos o que damos" Teresa de Calcutá

"Temer a morte (…) é tomar por sombra a luz mais brilhante" Edison

"As espigas vazias erguem-se para o céu, enquanto as cheias se curvam para a terra" Provérbio escandinavo

"Ser jornalista é amar a verdade" António Marinho

"Os grandes cedem à vergonha, os pequenos ao medo" Provérbio africano

"O verdadeiro custo de qualquer coisa é aquilo de que abdicamos para a obter" Jean Shinoda Bolen

"90% da sua energia provém potencialmente da sua respiração" Márcia Emercy

"Criar é sonhar e sonhar é criar" Ana Isabel Neves

"Não há verdade sem ética" Henrique Pinto

"O único fracasso é não tentar" Carlos Cardoso Aveline.


 

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