quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Vida sábia


Quando se inaugura, amanhã, o novo ano chinês, olhamos para as páginas de um dos maiores clássicos daquela civilização: um Caminho Perfeito, remédio para todo o mal e fonte de todo o bem, proposto antes da era cristã.

Texto Dina Cristo


Um ser sábio fala pouco, não discute, não se lamenta ou injuria. Não age, fá-lo em pensamento. Desapegado, não deseja e não luta. Ele sabe que a vida sensorial o impede de sentir o gosto do que lhe parece insonso, que o egoísmo é a origem de todas as calamidades, terrível, a par da ambição e da ilusão. Ele (re)conhece que quer os sentidos quer a mente deformam a realidade; tem consciência de que a forma (externa) e a essência (interna) são inseparáveis e mantém-nas unidas – sintoniza o céu, ocupa-se do interior e auxilia os seres humanos a serem autênticos.
Não é necessariamente instruído, ele ensina sem usar palavras; não se evidencia, mas brilha, não se vangloria, mas tem mérito. Humilde, veste-se pobremente; sabe que a par da economia (de recursos) e da compaixão, é uma das coisas boas, que permite a adaptação à vida, que é dinâmica. Moderado, evita todo o excesso, extravagância ou arrogância. Bom e sincero, vive sereno, indiferente quer aos elogios quer às reprovações, plenamente atento ao aqui e agora.

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