Mel
De amarelo dourado, símbolo da perfeição e imortalidade, o produto meloso está este fim-de-semana na 20ª Feira da Castanha e do Mel da Lousã e provamo-lo aqui através de um apicultor da região.
Texto e fotografia Fernando Ventura
O mel é o néctar de algumas flores. E, à maioria das pessoas, sugere sempre qualquer coisa de bom. Qualquer coisa que dá saúde. Que dá força para trabalhar. Porque, realmente, tem influência na força muscular. Para alguns é também qualquer coisa de mítico.
Composto, principalmente, por frutose e glicose, contém uma combinação de vários minerais, vitaminas e enzimas que o tornaram o alimento e o remédio, por excelência, ao longo dos milénios.
Na antiguidade era considerado o alimento dos Deuses. Há poucos anos, os jornais noticiavam que um homem decepou um dedo. Ao recorrer ao Hospital local, foi-lhe dito que já não havia nada a fazer. Mas ele não desistiu. Foi para casa, correndo, enrolou o dedo com ligaduras envolvidas em mel e o dedo soldou e o nosso amigo paciente, embora sem sensibilidade no dedo e sem o poder dobrar, manteve os cinco dedos da sua mão.
Vale a pena lembrar aqui que Alexandre Magno, quando morreu numa campanha militar, no Oriente, e o quiseram sepultar na sua terra natal, foi transportado, totalmente envolvido em mel, durante meses, para evitar a sua decomposição.
Como alimento, estou convicto, é o maior dos melhores que a natureza nos dá. Contudo, existem pessoas que dizem dar-se mal com ele e a razão está nas misturas: o Mel é incompatível com vegetais e gorduras, daí as queixas. Mas é a maravilha das maravilhas quando utilizado no chá, nas bebidas, nos flocos, nas torradas e nos sumos em geral. Todavia, deve ter-se, sempre, o cuidado de não o aquecer a temperaturas superiores a 40º, para que não perca as suas importantíssimas propriedades medicinais. Outra particularidade é a cristalização. Fenómeno que se prende com a sensibilidade que os seus elementos possuem, em contacto com o frio. Apenas quatro ou cinco plantas, conhecidas, dão mel que não cristaliza.
O valor do Mel é tal que não se estraga, mesmo que passem, sobre ele, milhares de anos, como aconteceu com o Mel encontrado no túmulo de um Faraó. Não há alimento igual. Tudo se estraga com o tempo. O Mel não. Porquê?
Desde que o ser humano existe que se serve do trabalho das abelhas. O Homem, na sua caminhada para a perfeição, ganhou inteligência e apercebeu-se que podia roubar Mel e cera às abelhas. Primeiro a nu, como ainda hoje os ursos fazem e, depois, fazendo fogueiras junto das tocas ou grutas, onde se localizavam as colónias de abelhas, como, mesmo actualmente, alguns nativos da América do Sul, da África e da Oceânia continuam a fazer. Gravuras rupestres, em grutas da Andaluzia, demonstram que isto já acontecia há 30.000 anos.
A abelha era, assim, considerada mais um insecto selvagem, entre muitos. Mas... o Homem logo se apercebeu que podia dominar e controlar o seu trabalho e a sua produção. Transformou-as então em mais uma espécie viva, considerada doméstica. Temos provas irrefutáveis do que acabo de afirmar. Na História do Egipto dos Faraós, dos Gregos, Romanos, Árabes e dos Hebreus. Aqui fala-nos a Bíblia, em diversas passagens. Mas, de todas elas, a que mais me impressiona é aquela que afirma que Jesus será alimentado de leite e Mel.
Todos estes Povos construíram colmeias, em diversos materiais, para alojar os enxames. Os Romanos deram-nos, a nós Portugueses, o nosso ainda actual cortiço que, curiosamente, continua a ser construído, como há 2.000 anos, sendo os pregos que o sustentam (chamados vírus) de madeira.
Tudo isto para dizer que todo o ser Humano, que se preze, deve defender a vida de todos os animais, especialmente os considerados domésticos, cabendo às abelhas, porventura, o primeiro lugar, pois elas fornecem-nos vários produtos de grande importância, para a nossa existência, tanto no plano alimentar como no medicinal. Entre eles, passo a destacar: mel - pólen - própolis - geleia real - apitoxina.
Os maiores comedores de Mel, que a História regista, chamam-se Ecaron Olgy, de nacionalidade Russa, que viveu 148 anos, e Thomas Parr, de nacionalidade inglesa, que viveu 152 anos. Devemos, pois, estar gratos às abelhas, por todo o seu trabalho de polinização. Como proferiu Einstein: "Se as abelhas desaparecerem, dentro de pouco tempo, o Homem, também desaparecerá".
A abelha era, assim, considerada mais um insecto selvagem, entre muitos. Mas... o Homem logo se apercebeu que podia dominar e controlar o seu trabalho e a sua produção. Transformou-as então em mais uma espécie viva, considerada doméstica. Temos provas irrefutáveis do que acabo de afirmar. Na História do Egipto dos Faraós, dos Gregos, Romanos, Árabes e dos Hebreus. Aqui fala-nos a Bíblia, em diversas passagens. Mas, de todas elas, a que mais me impressiona é aquela que afirma que Jesus será alimentado de leite e Mel.
Todos estes Povos construíram colmeias, em diversos materiais, para alojar os enxames. Os Romanos deram-nos, a nós Portugueses, o nosso ainda actual cortiço que, curiosamente, continua a ser construído, como há 2.000 anos, sendo os pregos que o sustentam (chamados vírus) de madeira.
Tudo isto para dizer que todo o ser Humano, que se preze, deve defender a vida de todos os animais, especialmente os considerados domésticos, cabendo às abelhas, porventura, o primeiro lugar, pois elas fornecem-nos vários produtos de grande importância, para a nossa existência, tanto no plano alimentar como no medicinal. Entre eles, passo a destacar: mel - pólen - própolis - geleia real - apitoxina.
Os maiores comedores de Mel, que a História regista, chamam-se Ecaron Olgy, de nacionalidade Russa, que viveu 148 anos, e Thomas Parr, de nacionalidade inglesa, que viveu 152 anos. Devemos, pois, estar gratos às abelhas, por todo o seu trabalho de polinização. Como proferiu Einstein: "Se as abelhas desaparecerem, dentro de pouco tempo, o Homem, também desaparecerá".
Etiquetas: Alimentação, Fernando Ventura, Mel
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