quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Pintura naif

No Dia de Finados mostramos alguma da arte natural deixada por um dos nossos colaboradores.

 






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quarta-feira, 30 de março de 2011

Governo para Portugal


Num momento de crise política, avançamos com uma proposta, elaborada em 2010, para um Governo de Salvação Nacional.


Texto Victor Hugo Cristo


Presidente da República: Fernando Nobre
Primeiro-Ministro: António Guterres
Ministro da Agricultura: António Barreto
Ministro do Ambiente: Francisco Ferreira
Ministro da Administração Interna: Pacheco Pereira
Ministro da Cultura: Hermano Saraiva
Ministro da Defesa: Freitas do Amaral
Ministro da Economia:João Salgueiro
Ministro da Educação: Roberto Carneiro
Ministro do Ensino Superior: Mariano Gago
Ministro das Finanças: Hernâni Lopes
Ministra da Justiça: Maria José Morgado
Ministro do Negócios Estrangeiros: João de Deus Pinheiro
Ministro das Obras Públicas: Manuel Pinho
Ministro da Solidariedade Social: Bagão Félix
Ministro da Saúde: António Arnaut (pai)
Ministro Assuntos Parlamentares: Manuel Alegre.

Desenho reproduzido do semanário "Expresso" de 16/10/1999.

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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Camaradas


Assinalamos os 46 anos da chegada da Companhia 367 a Lisboa com palavras pronunciadas na última confraternização em Maio deste ano.


Texto Victor Hugo Cristo
I
Companheiro e Amigo fixe
Aqui estamos para te receber
Bem-vindo sejas a Peniche

Para connosco conviver.

II
É com grande satisfação
Que vamos confraternizar
Junto à Praia da Consolação
Aqui bem perto do mar.
III
Cinquenta anos são passados
Que na tropa nos conhecemos
P`ro rancho não estamos cansados
Vamos provar que o merecemos.
IV
Já passou o melhor da vida
Pouco mais há que esperar
A velhice já é sentida
Deus sabe o que tem p`ra dar.
V
Gostámos de convosco estar
Nesta terra que o mar abraça
Onde o povo abraçou o mar
E a Amizade já não passa.

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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Olhares

Publicamos, no dia do seu cortejo fúnebre, o início da autobiografia do nosso colaborador Victor Hugo Cristo, "um anjo disfarçado de homem", como alguém lhe chamou.


Texto Victor Hugo Cristo

Quando vim ao mundo
Não pedi para nascer
Pois não sabia
O que me ia acontecer
Alguns meses passaram
Sem poder falar
Em redor minha gente
Para mim a olhar
Os anos passavam
Sentia-me crescer
Com muita vontade
De na vida vencer
Nascido alguns anos
Fui para a escola estudar
Quando de lá saí
Logo fui trabalhar
Trabalhar em alguns lados…

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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Vida moçambicana

Há quarenta e cinco anos a companhia 367 embarca de Mueda, onde esteve mais de dois anos, com destino a Lisboa. Eis alguns momentos da sua memória.

Fotografias Victor Hugo Cristo



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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Abandonamo-la?


Numa antecipação do Dia Mundial da Música, publicamos uma conversa com uma das bandas filarmónicas portuguesas: a penichense. Em agonia, eis as suas últimas vontades.

Texto Victor Hugo Cristo fotografia Dina Cristo

- Olá banda, como estás? Há muito tempo que não te via.
- Eu estou em coma.

- Em coma!?
- Sim, em coma.
- Cheguei a ver-te tão feliz da vida.
- Isso já faz muito tempo, quando ainda cuidavam de mim.

- Não entendi!
- Há pois, não entendes, é natural. Nesse tempo havia pessoas que se interessavam por mim, pelo meu bem-estar, ficavam felizes por eu poder dar muita alegria aos outros, mas depois…
- Depois o quê?
- Depois foram uns e vieram outros, julguei que fossem melhores mas enganei-me, e a partir daí fui adoecendo e agora estou neste estado de saúde, como podes ver.
- Realmente estás muito mal, para estares em coma.
- Mas mesmo assim estou a reconhecer-te.
- Pois é, eu sou aquele que sempre tentou dar a saúde que mereces, continuo a teu lado, mas também já estou a ficar doente com tudo isto. Não queria que desaparecesses, tenho feito tudo para que isso não aconteça, tenho falado com várias pessoas, algumas delas com um certo poder, para me ajudarem a ficares realmente boa; como estás muito doente uns dizem-me que não podem outros que vão ver, mas se tivesses a gozar de boa saúde eles já podiam.
- Eu sei que tens feito tudo para me salvares e reconheço que tenho pouco tempo de vida, mas antes de eu falecer, para ficares tranquilo, queria dizer o seguinte…
- Então diz o que tens a dizer. Pelo menos para a população saber.
- Como estou muito mal, peço-te que sejas tu a dizeres.
- Então diz-me ao ouvido.
-Agradece à população os donativos (sem eles não conseguíamos os instrumentos) e aplausos nas saídas. Agradece também aos nossos forasteiros pela sua bondade e ofertas. Agradece a algumas pessoas, que foram incansáveis nos seus préstimos, à Câmara e à Associação Recreativa. Devolve ou encaminha para alguma instituição o valor emprestado por um director já falecido. Resolve a parte essencial, os instrumentos que estão espalhados pelos “músicos”, e o dinheiro que ainda está no banco. Com isto resolvido já posso morrer em paz.
- Há que teres esperança. Quem sabe se, um dia, ressuscitares, verás outra irmã pelas ruas de Peniche.

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