quarta-feira, 22 de maio de 2013

Como Um

No Dia Mundial da Comunicação apresentamos uma interpretação da obra de Jean Cloutier, “A Era de Emerec”, por Sara Salgueiro.


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terça-feira, 21 de maio de 2013

A Comunicação Oculta VII



Terminamos este ensaio com o sétimo artigo, sobre a Evocação e a Invocação, neste Dia Mundial da Comunicação.
 
Texto e desenho* Dina Cristo
Para que haja uma verdadeira Comunicação – circular, directa, bidireccional, recíproca e transpessoal - é indispensável a vontade de quem emite e a abertura de quem recebe. Na Comunicação entre a Hierarquia e a Humanidade (parte do triangulo também constituído por Shamballa) esta dimensão entre Evocação e Invocação tem lugar. 

Segundo Maria Flávia de Monsaraz[1], depois de terem evocado, chamado e relembrado os Humanos, os Homens Perfeitos, que atingiram a sexta Iniciação, estão actualmente a responder-lhes. Ao estímulo inicial, de impressão mental de novos ideais, os Homens responde(ra)m invocando, pedindo protecção e inspiração; de início de forma vaga, difusa e irregular e depois num apelo mais convicto e focalizador, com desejo (d)e maior grau de consciência.

A Comunicação Universal é esse espaço-tempo de comunhão entre quem invoca, pede, implora ou suplica, como os Humanos, e quem evoca, chama, relembra e responde, como os Super-Humanos. Estes, ao activarem a recordação da informação, estimulam na família humana a vontade de Comunicar. Por sua vez, esta emite orações, mantras ou meditações que os Mestres recebem, dirigem e transmutam.

Alice Bailey descreve assim o processo: «Aqueles que exigem salvação chamam em altas vozes. Suas vozes penetram no mundo sem forma e lá evocam resposta. Aqueles que, há muitos eons, se comprometeram a salvar e servir, respondem. Seus gritos também se fazem ouvir e, ressoando, penetram nos escuros, distantes lugares nos mundos da forma. Assim estabelece-se um vórtex que se mantém vivo pelo constante soar dos dois sons. Então é feito o contacto, e no espaço e durante algum tempo, os dois se tornam um – As Almas que Salvam e as Unidades a serem servidas»[2].

A evocação manifesta-se através da Arte (nomeadamente da Música), da Imaginação, dos Mitos, da Magia, da Telepatia, dos Rituais, dos Símbolos (como a cabala, as cores, os números ou o tarot), dos Sonhos e dos Mensageiros, desde os (Arc)anjos aos Iniciados, passando pelos profetas, filósofos e Mestres; todos têm transmitido a mensagem de uma Nova Civilização, a terceira, baseada no Amor/Sabedoria, depois da primeira inspirada em Buda, o Conhecimento, e da segunda, em Cristo, o Amor.

Trata-se de verdadeira Religião, da religação à Fonte, o regresso à Origem, ao Ser (trazendo iluminação, reintegração e participação); o Retorno do Cristo, do Desejado (em Portugal) e da proclamada Idade do Espírito Santo, Quinto Império, Era de Aquário, Idade de Ouro, uma Época de (Re)Descobertas Espirituais, de peregrinação até à Individuação, de C. G. Jung, à Grande Obra, dos Alquimistas, ou à Cristificação, de Max Heindel.

Jean Shinoda Bolenexplicou-o com base na Mitologia: a Deusa Métis, Sophia que fora engolida por Zeus e esquecida, é recuperada e, com ela, a vinculação à Terra, à Vida, ao Ritmo Natural (dos ciclos e estações), aos Outros, o desenvolvimento da Ecologia e de uma consciência global e solidária, própria de uma cultura matriarcal, baseada no amor e na liberdade, que privilegia as relações externas e reacções internas - representada no Deus afectuoso e clemente do Novo Testamento.

Annie Besant ilustra esta Lei do Retorno, o Feed-back: “Assim como um imã possui o seu “campo magnético”, uma área dentro da qual todas as suas forças atuam, grandes ou pequenas de acordo com a sua força, assim também todo homem possui um campo de influência dentro do qual agem as forças que ele emite, e essas forças agem em curvas que retornam para aquele que as emite, que retornam ao centro de onde emergiram”[3].

Actualmente, a Web, com os seus grupos electivos, facilita a emergência de uma Nova Era que, segundo o Centro Lusitano de Unificação Cultural[4], é dirigida pela alegria, maleabilidade, suavidade, comunhão, compreensão, integridade e paz – sete tónicas de uma Era de Comunicação Fraternal[5], propícia ao desenvolvimento da Informação Solidária, que relate esta Religação a Si, aos Outros e à Natureza.

* Anos 70
BIBLIOGRAFIA 
ANACLETO, José Manuel – Transcendência e imanência de Deus. CLUC. 2002
ANACLETO, J. Manuel – Duas grandes pioneiras. CLUC. 1999.
AVELINE, Carlos Cardoso – A informação solidária. Edifurb. Blumenau. 2001
BAILEY, Alice – Astrologia esotérica. Tomo II. Association Lucis Trust. Genebra. 1999.
BAILEY, Alice – Um tratado sobre os sete raios. Tomo I. Vol.III. Association Lucis Trust. Genebra. 1997.
BHAGAVAD GUITA – Bhagavad Guita. Editora Estampa. 2ª ed. 1999.
BESANT, Annie – O enigma da vida. Editora Pensamento. S. Paulo. 10ª ed., 1997.
DALICHOW, Irene; BOOTH, Mike – Aura-soma. Editora Margarita Schack. 1997.
COLLINS, Mabel – Luz no caminho. Editora Teosófica. 3ª ed. 2001.
COSTA, H. Álvares – As sete leis fundamentais – uma visão geral segundo o hermetismo, Cabalismo, Pai Nosso e Teosofia. STP. 1997.
EVANGELHO SEGUNDO TOMÉ – Evangelho segundo Tomé. Editora Estampa. 1992.
GOVERNO, Isabel – Logos, devas e elementais. CLUC. 2002.
GIBRAN, Kahlil – O profeta. Editora Pergaminho. 2004.
HEAD, G.R. – Apolónio de Tiana. Editora Teosófica. Brasília. 2000.
HEINDEL, Max – Astrologia científica simplificada. FRC. 1985.
HEINDEL, Max – O véu do destino. FRC. 1996.
HEINDEL, Max – Conceito Rosacruz do Cosmo. FRC. 3ª ed., 1989.
INTRODUÇÃO AO SUM – Introdução ao sum. CLUC. 1994.
INTRODUÇÃO À SABEDORIA E TÉCNICA GRUPAIS – introdução à sabedoria e técnica grupais. CLUC. 1990.
LEADBEATER, C.W. – Os sonhos. Editora Pensamento. São Paulo.
MENDANHA, Victor – História misteriosa de Portugal. Ed. Pergaminho. 6ª ed. 2001.
MONSARAZ, Maria Flávia – Vénus. Marginália Editora. 2004.
NO DOMÍNIO DO ESPAÇO-TEMPO – No domínio do espaço-tempo. CLUC. 2000.
NO TEMPLO DO ESPÍRITO SANTO – No templo do Espírito Santo. CLUC.
NOVOS DIÁLOGOS HERMÉTICOS – Novos diálogos herméticos II. CLUC. 1994.
PARA UM MUNDO MELHOR – Para um mundo melhor. CLUC. 1997.
PÉROLAS DE LUZ – Pérolas de luz. Vol II. CLUC.
QUINTA DA REGALEIRA -  Quinta da Regaleira. Fundação CulturSintra.
RITUAL DE CIRCULAÇÃO DE LUZ – Ritual de circulação de luz. CLUC. 2001.
ROBERT, Denis; ZARACHOWICZ, Weronika – Noam Chomsky – duas horas de lucidez. Editora Inquérito. 2002.
TRAVASSOS, Lubélia de Fátima – Os manuscritos do Mar Morto. Os essénios. Editora. 1997. 

Revistas: 
Biosofia, N.º8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18, 19, 20, 21, 22, 23, 24, 25, 26, 27,
Portugal Teosófico, n.º76, 83, 84, 85, 86, 87, 88, 89 (2003).
De Aqui e de Além, n.º1, 2, 3, 4, 5, 6, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 16, 17, 18.
Rosacruz, n.º358, 363, 370, 371, 372, 373, 374, 375, 376, 377, 378, 379, 

CD:
 MONSARAZ, Flávia – A religião do novo mundo. S/d. S/ Ed. 49:58.


[1] MONSARAZ, Maria Flávia – A religião do Novo Mundo – Faixa Hierarquia Planetária. CD [2] BAILEY, Alice – Astrologia esotérica, Tomo II, Association Lucis Trust, Genebra, 1999, p.206. [3] BESANT, Annie – O enigma da vida. Editora Pensamento. S. Paulo. 10ª ed., 1997, pág. 175. [4] Cf. CLUC – No Templo do Espírito Santo, CLUC, 1992, pág. 149 [5] A concretização do Espírito da Revolução Francesa: Liberdade, Igualdade e Fraternidade

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quinta-feira, 21 de março de 2013

A Comunicação Oculta V




Neste quinto artigo falamos do canal de comunicação a nível cósmico, como Fohat.

Texto e desenho* Dina Cristo

Do ponto de vista universal, o quarto princípio cósmico, que actua na quarta dimensão, a do Aqui e Agora[1], é Fohat, a Electricidade Cósmica que permite projectar ParaBrahman, a Ideação Cósmica, o Espírito Puro, em Mulaprakriti, a Matéria Virgem, as Águas Primordiais: «Fohat é a ponte de energia dinâmica através da qual as ideias existentes no Pensamento Divino (Mahat) se podem chegar a imprimir na substância cósmica»[2].
Fohat é o Fiat[3], a Força dinâmica, o Alento que vai despertar, animar e fecundar a Matéria-Prima Original. É o Movimento Absoluto que vai diferenciar e desdobrar o Espaço e, combinando os seus elementos, dar origem aos sete planos[4] e a todas as formas do Universo. É o Impulso cinético que penetra, dirige e gera toda a manifestação do Espírito na Matéria, como Leis da Natureza.
É esta radiação cósmica luminosa que estabelece a ligação, a relação entre a dualidade, os pares de opostos que, através dela, se atraem e aglutinam. Fohat é, pois, o Elemento mediador, o laço e o elo de coesão, a ponte entre Purusha, o Pólo Subjectivo, emissivo, a Consciência, e Prakriti, o Pólo objectivo, receptivo, a forma.
Trata-se de um meio, um medium, capaz de transmitir, transportar, precipitar, consumar e executar o Plano Universal e as suas Ideias Arquetípicas, materializando-as. É o Facton, a Potência inteligente, activa, criadora e geradora de Vida, o Agente vitalizador, detonador e ordenador da Mente Cósmica, do Pensamento Divino.
Este Elemento de emanação masculino, seu mensageiro junto do pano de fundo, do monitor, onde se vai infundir e frutificar, é o motor e o fermento, a Potência de direcção, que vai agitar, preencher e incubar a tela feminina. Corresponde, de certa forma, ao Eros grego, à Energia amorosa, ao Espírito Santo e é numericamente representado pelo 1,000001.
Akasha
É através de Fohat que Mulaprakriti, a raiz da Substância, a Matéria-Primordial, se assume como Akasha - a Sub-Raiz, a Matéria-Prima, o Zero, o Caos, o Continente que tudo contém, de onde tudo procede e desponta, se resume e actualiza no devir e aonde tudo volta(rá); é o Espaço que o Tempo irá permear, inflamar e fará dar à Luz as Potências Criadoras, o Logos.
Akasha é a Matriz Universal, o quinto Elemento cósmico, ténue e moldável, o Éter Superior, a Essência Espiritual subtil que preenche, penetra e sustenta todo o Espaço[5], a substância em que estão banhadas todas as coisas que são, assim, Akasha condensado.
É a Alma do Mundo, o condutor de Electricidade Cósmica, através do qual se propagam as ondas eléctricas dos pensamentos, sentimentos e acções, registadas pelos escrivães, Lipikas, na Luz Astral, a primeira vibração de Fohat, que permite a propagação à distância: «Por seu intermédio opera-se a comunicação focalizadora de um emissor para um receptor»[6].
A Luz Astral, o seu aspecto inferior, é uma rede de luz interna, etérea e planetária, um mundo de espelhos, sombras e ilusões (como na Alegoria da Caverna de Platão), um arquivo de imagens de onde são devolvidas e reflectidas, ampliadas e intensificadas, como feed-back e Karma, e reproduzidas como imaginário popular ou inconsciente colectivo.
Comunicação cósmica
O plano mental, astral e físico cósmicos (cujos sub-planos são os sete planos já referidos[7]) constituem a origem energética das três grandes constelações: Plêiades, Sírio e Ursa Maior. Esta última é a Fonte que irradia, através das suas sete estrelas - os sete Rishis ou Espíritos diante do Trono[8] - os sete raios[9], as sete energias básicas, retransmitidas e representadas pelas sete estrelas da Ursa Menor.
A Fonte Transcendente emite[10] a sua força para os Destinadores, as doze constelações - com a respectiva faixa energética, os doze signos zodiacais, sete dos quais, de Caranguejo a Capricórnio, se encontram em relação com a Humanidade[11], e cuja força é incorporada pelas doze Hierarquias (uma das quais os Pitris Solares[12]) - que emanam, cada uma, uma qualidade ou virtude - os doze trabalhos de Hércules – atraídas magneticamente, dada a Lei da Afinidade, pelos sete planetas sagrados.
Estes planetas receptores, regentes (esotéricos e exotéricos) e transfiguradores são os responsáveis pela focalização, corporificação, propagação e distribuição, não só da sua vibração como do grau de consciência dos centros anteriores, para o nosso sistema solar, que faz parte, junto com outros seis, de uma das constelações de um Zodíaco maior.
Neste processo de propagação energética, o sol é o grande canalizador, transformador e disseminador sobre a Terra, destinatária. A derramação de radiação cósmica atinge, através dos seus sete principais centros planetários, alguns Seres Humanos, consoante a qualidade do seu veículo e equipamento de recepção (mental).
A capacidade de resposta, feed-back, de retorno das energias à sua fonte de emanação, traduz-se no desenvolvimento psíquico, no despertar ou na elevação do grau de consciência – representado por cada constelação - conforme o nível de sensibilidade à influência energética, quer externa quer interna, mais ou menos estimuladora, coadjuvante, ou obstacularizadora, oponente.
 * Anos 70

[1] Como salientou Carlos Cardoso Aveline, o Aqui e Agora, nome de um dos seus primeiros livros editados, dissolve as barreiras e mostra a unidade de todas as coisas [2] ANACLETO, José Manuel - Transcendência e imanência de Deus, CLUC, 2002, pág. 5. [3] Faça-se. [4] Como aos sete pontos laya de passagem de um para outro plano. [5] Que se diferenciará e separará em sete planos, como vimos em artigo anterior. [6] GOVERNO, Isabel Nunes – Panpsiquis In Biosofia nº 18, Verão 2003, pág.27. [7] Cf. A Comunicação Oculta II. [8] Seres que representam a Vontade Divina no nosso sistema solar. [9] Cf. A Comunicação Oculta II. [10] A emissão de cada um dos sete raios é realizada, segundo explica Alice Bailey, por triângulos, que focalizam e transmitem as influências cósmica[11] As outras cinco têm relação com a evolução supra-humana. [12] Uma das suas Ordens é a dos Senhores Kumaras, os Adeptos Venusianos, portadores da Luz, do quinto princípio, mental.

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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

A Comunicação Oculta IV



Neste quarto artigo focamos um dos principais canais de Comunicação: a Humanidade.

Texto e desenho* Dina Cristo

Cada Ser Humano é um ponto de encontro entre a linha horizontal, temporal (Prácrito, yin), e o braço vertical, espacial (Purusha, yang), entre o Alfa (passado) e o Ómega (futuro), o Céu e a Terra. Ele está no centro, o ponto de intersecção, que lhe permite conciliar realidades aparentemente opostas, harmonizá-las, sintetiza-las e transcende-las.
A Humanidade é o meio de comunicação por excelência entre diferentes mundos. Completado através do fogo mental, recebido na terceira raça, como vimos, é a primeira Hierarquia Criadora completa, com acesso quer à Tríade Superior, o Céu, a dimensão Super-Humana, Divina, do mais elevado Espírito, quer ao quaternário inferior, o inferno, a dimensão sub-humana, animalesca, da mais densa matéria.
É o corpo mental[1], dual e paradoxal (dado o carácter concreto e Abstrato), que permite aos humanos serem uma ponte que liga, ou separa, os deuses e Mestres das bestas e feras, conforme for mais ou menos activado o plano Mental Superior, e construída a escada[2] de Jacob, o antahkarana, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, a separatividade, unindo o Eu Superior à personalidade, na vindoura sexta sub-raça.
Nessa altura será manifestada a Alma Humana, intermediária entre a Alma Espiritual - Sobre-Natural, Intuicional, Eterna, Noética, detentora de conhecimento directo, intrínseca aos Filhos de Deus, a Matéria da Deusa Virgem e Pura - e a Alma animal, natural, emocional, psíquica, tentadora e perecível, propícia a (des)ilusões, inerente ao homem e à mulher sub-desenvolvidos, alienados, condicionados, escravizados, impotentes e vulgares, os Filhos da Mulher, prostituta.
A mediadora é a Alma Humana - a Esfinge, enigmática e frenética - racional, imperecível, de nível causal, própria do Ser Humano desenvolvido, Senhor de si mesmo, com poder e livre arbítrio, o Filho do Homem. Este é, pois, o verdadeiro medium: «O homem é um ponto de encontro e um lugar de transmissão, uma charneira ou um foco de difusão»[3].
O Ser Humano é, através do seu nível de consciência mental, quem casa verdadeiramente o mais elevado nível de Espiritualidade e o mais baixo de selvajaria. Como a alma, em sentido lato, é a mediadora, o Software, entre o Pai - o Programador, o Espírito, o Transcendente, a Vida, a Subjectividade - e a Mãe, o hardware, a Matéria, o imanente, a forma, a objectividade.
Como escreveu Alice Bailey, por «(…) meio do centro divino de inteligência activa a que chamamos Humanidade, o quarto reino da natureza actuará, oportunamente, como um princípio mediador para os três reinos inferiores. A Humanidade é o divino Mensageiro para o mundo da forma»[4]. O quatro é a via central, a meio da perfeição, o sete, final do caminho, capaz de estabelecer a ligação; é o caso do quarto Raio do Equilíbrio, da Lei da Harmonia como do Chakra Cardíaco[5].
Comunicação celular
O facto do Ser Humano ter sido criado à imagem e semelhança Divina (com planos de frequência equivalentes) dá-lhe proporcionalidade, compatibilidade e possibilidade de entrar em interacção com Essa realidade mais subtil, nomeadamente através das glândulas endócrinas, sobretudo a timo e a pituitária, que lhe permite uma simbiose com o subliminar universal, e a tiroide, que lhe faculta a ligação entre a Tríade Superiora e o quaternário personalístico.
A Humanidade dispõe de centros cerebrais, estruturas a desenvolver, que são autênticas portas de acesso ao subliminal. É o caso do terceiro ventrículo, dos tálamos ópticos, da epífise (glândula pineal, o terceiro olho) como dos tubérculos quadrigémeos em relação ao lado pré-frontal. O corpo caloso, um feixe composto por dezenas de milhões de fibras, assegura a ligação entre os dois hemisférios.
Lembramos que o hemisfério da esquerda, da mente concreta, está ligado à lógica, ao raciocínio, à análise, ao planeamento, ao conhecimento, à linguagem verbal como ao passado, e o hemisfério da direita, da Mente Abstracta, do futuro, para além da lógica racional, do explícito e do dito - relaciona-se com a linguagem não-verbal, a Intuição, a Comunicação ou a Criatividade.
O próprio Sistema Nervoso Central (SNC) comanda todo o corpo humano, órgãos, células e periferia, através do seu centro distribuidor, o hipotálamo, que recebe, descodifica os significados e envia um registo para o subconsciente. Esta zona cerebral à volta do ventrículo (que regula a temperatura, o sono e o metabolismo) sabe onde guardar a mensagem (para)simpática captada e para onde a retransmitir.
O corpo humano é um alto sistema de comunicação celular, onde se processa a recepção, tratamento e envio da informação captada. A casa humana é constituída por dezenas de triliões de células, uma espécie de tijolos inteligentes, que transportam no seu núcleo, o ADN, átomo-permanente com informação codificada sobre as características hereditárias.
Cada célula contém a mesma informação genética, um texto, que interpreta, com as instruções sobre como construir o organismo humano. Para que não se perca ou corrompa, o ADN é quase todo copiado por enzimas e as sequências terminais aumentadas pelas telomerases, até atingirem um tamanho mínimo.
Primeiro, a mensagem passa do exterior para o interior da célula. Os carteiros são as proteínas e, à superfície, os marcos de correio são os ligandos. Depois os sinais transmitem-se ao núcleo, através da cedência de electrões. Todas as células se (in)formam por impulsos eléctricos, radiações e circuitos empáticos que transportam significado.
Cada uma tem a sua própria família, padrão de ressonância, vibração, papel e tipologia. As células sensoriais sinalizam e reagem, provocando sensações, face aos estímulos que captam (conscientemente), desde que compatíveis com o seu filtro selectivo, relacionado com a memória de experiências anteriores, como salientou Lucienne Cornu.
No cérebro[6] existem (milhares de) milhões de células nervosas, uma espécie de gatekeepers que decidem, ou não, (re)transmitir o sinal detectado. Há milhares de possibilidades de contactos, conexões e fluxos electro-químicos (sinapses), de entradas e propagação de ondas, através do axona, o emissor, e saídas, através das dendrites, as suas extensões.
Quando os neurónios são activados, estimulados e excitados libertam neurotransmissores, mensageiros químicos cerebrais - uma corrente de energia eléctrica que leva a mensagem às outras células nervosas. Trata-se de um cordão fibroso que transmite impulsos nervosos, portadores de codificação, geradora de percepções, e de significação, fomentadora de interpretações.
É a informação, o fluxo eléctrico e luminoso, existente nos “vacuos” ou cavidades, como os ventrículos, que - à semelhança de Fohat, a um nível Macro-Cósmico – permite, assim, organizar, estruturar e dar forma à matéria (virgem). Para manter a ordem, e evitar a entropia, é vital o fluxo de energia, seja ao nível estruturante seja ao nível circulante.

 * Anos 70

[1] Trata-se do fogo de Prometeu, atribuído na terceira raça-raiz, aquando da divisão sexual, como vimos no artigo anterior. [2] «Pois deveis saber que é por uma e a mesma escada que a natureza desce à produção das coisas, e que o intelecto ascende ao conhecimento delas», ensinou Giordano Bruno, no diálogo cinco, em “De la causa, Princípio te uno”. [3]  CLUC - Introdução à Sabedoria e Técnicas Grupais, CLUC, 1ª ed. 1990, pág.52 [4] BAILEY, Alice – Astrologia esotérica, Vol.III, Tomo I, Association Lucis Trust, 1ª ed. 1997, pág. 133. [5] É também o caso das folhas de uma árvore, entre a raiz, o tronco e os ramos, por um lado, e as flores, os frutos e as sementes, por outro, ou ainda do verde do Arco-Íris, entre o vermelho, laranja e amarelo, e o turquesa, índigo e violeta.
[6] O cérebro é constituído pela região réptil, sede da vida física e automática, região límbica, génese das emoções, e região cortical, dos comportamentos inteligentes, livres, autónomos e originais.

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